Olha quem será o Felipe....
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Atitude e Comportamento | As agruras da mudança
Muito bom artigo.
Fui atrás pois estou escrevendo sobre como ser uma boa anfitriã.
Atitude e Comportamento
Sérgio Biagi Gregório
SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Percepção: 3.1. Significado; 3.2. Personalidade e Autoconceito; 3.3. Distorção Perceptiva. 4. Atitude e Comportamento: 4.1. Componentes Básicos das Atitudes; 4.2. Formação das Atitudes e dos Comportamentos: 4.2.1. Observações Experimentais; 4.2.2. Pavlov; 4.2.3. Doutrina Espírita; 4.3. Diferença entre Atitude e Comportamento. 5. Mudança de Atitudes e de Comportamentos. 6. Conclusões. 7. Bibliografia Consultada.
1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste estudo é fornecer subsídios para uma reflexão mais acurada sobre a tão propalada reforma íntima, entendida por nós como uma mudança comportamental. Veremos o conceito de atitude e comportamento, desenvolveremos idéias sobre a percepção, a formação das atitudes e comportamentos e a possibilidade de mudança do nosso modo de pensar e de agir.
2. CONCEITO
Atitude - Do latim aptitudinem atitude, através do italiano attitudine significa uma maneira organizada e coerente de pensar, sentir e reagir em relação a grupos, questões, outros seres humanos, ou, mais especificamente, a acontecimentos ocorridos em nosso meio circundante. (Kardec, 1978, p. 7) É um dos conceitos fundamentais da psicologia social. Faz junção entre a opinião (comportamento mental e verbal) e a conduta (comportamento ativo) e indica o que interiormente estamos dispostos a fazer. Segundo Jean Meynard, “É uma disposição ou ainda uma preparação para agir de uma maneira de preferência a outra. As atitudes de um sujeito dependem da experiência que tem da situação à qual deve fazer face”. Pode se dizer também que é a “Predisposição a reagir a um estímulo de maneira positiva ou negativa”.
Comportamento. Porto, em latim, significa levar. Em português passou a forma reflexiva: portar-se. O prefixo “com” denota um modo global de levar-se, portar-se. É o conjunto organizado das operações selecionadas em função das informações recebidas do ambiente através das quais o indivíduo integra as suas tendências. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo) Em sentido mais geral designa a mudança, o movimento ou a reação de qualquer entidade ou sistema em relação a seu ambiente ou situação.
Em termos científicos, o comportamento pode ser visto:
a) em Psicologia, o comportamento constitui o seu próprio objeto;
b) em Biologia, designa todas as ações e reações dos seres vivos relativamente ao meio;
c) em Antropologia, são os aspectos da cultura necessariamente referíveis ao organismo humano;
d) em Economia, além das decisões dos agentes econômicos, a ações previstas pela teoria da racionalidade;
e) em Sociologia, as atividades dos grupos humanos;
f) em Ergonomia, as atividades dos sistemas homem-máquina. (Polis Enciclopédia)
Mudar significa tornar-se diferente do que era, física e moralmente.
3. PERCEPÇÃO
3.1. SIGNIFICADO
A Percepção é uma atividade do espírito que organiza os dados sensoriais pelo qual conhecemos a “presença atual de um objeto exterior”.
Graficamente:
P.S. →
e →
P.E.S.→
← ←
Corpo Físico
→ →
← ←
Perispírito
→ →
← ←
Espírito ↑
→ →
Explicação: as informações nos chegam através das percepções sensoriais e das extra-sensoriais. Passam, primeiramente, pelo corpo físico; depois, pelo corpo perispiritual, e, por último, chegam ao Espírito propriamente dito. O senso crítico está localizado no Espírito, que faz a seleção de tudo o que lhe chega, enviando de volta, como crítica conceituada.
3.2. PERSONALIDADE E AUTOCONCEITO
Personalidade. Os psicólogos utilizam o termo num sentido neutro e universal, como representando aquilo que caracteriza o indivíduo. Embora haja uma infinidade de definições, o ponto central é a consistência das reações que uma pessoa tem em diversas situações.
Autoconceito. A maneira como vemos a nós mesmos está intimamente relacionada à noção de personalidade. Consciente ou não, cada um de nós tem uma imagem de si mesmo que influencia tudo o que dizemos ou fazemos ou percebemos em relação ao mundo. São os nossos valores, as nossas crenças, a nossa habilidade de lidar com o mundo e os objetivos que temos em mente. (Bowditch, 1992, p. 62 a 76)
3.3. DISTORÇÃO PERCEPTIVA
Um dos grandes problemas da percepção é a distorção perceptiva, ou seja, vemos as pessoas de uma forma bem diferente das que elas são, ou daquela como estas nos são objetivamente apresentadas.
Entre tais distorções, citamos:
estereotipagem - É o processo de usar uma impressão padronizada de um grupo de pessoas para influenciar a nossa percepção de um indivíduo em particular. Estigma.
efeito halo - Consiste em deixar que uma característica de um indivíduo ou grupo encubra todas as demais características daquele indivíduo ou grupo.
expectativas - Consiste em "vermos" e "ouvirmos" o que esperamos ver e ouvir e não o que realmente está acontecendo. (Bowditch, 1992, p. 62 a 76)
4. ATITUDE E COMPORTAMENTO
4. 1. COMPONENTES BÁSICOS DAS ATITUDES
Num estudo mais detalhado das atitudes, podemos dizer que elas possuem três componentes básicos: componente cognitivo, que são os nossos pensamentos e crenças;
componente afetivo, que são os nossos sentimentos e emoções; componente comportamental, que são as nossa tendências para reagir.
“Diz-se que uma atitude está formada quando esses componentes se encontram de tal maneira inter-relacionados que os sentimentos e tendências reativas específicas ficam coerentemente associadas com uma maneira particular de pensar em certas pessoas ou acontecimentos. Desenvolvemos nossas “atitudes” ao enfrentarmos e ajustarmo-nos ao meio social e, uma vez desenvolvidas, emprestam regularidade aos nossos modos de reagir e de facilitar o ajustamento social”. (Kardec, 1978, p. 7)
4.2. FORMAÇÃO DAS ATITUDES E DOS COMPORTAMENTOS
4.2.1. OBSERVAÇÕES EXPERIMENTAIS
Os processos condizentes à aquisição de atitudes podem ser resumidas em:
1) pelos resultados de nossa própria experiência;
2) nossas tendências e preconceitos perceptivos;
3) nossas observações das reações de uma outra pessoa a uma situação específica;
4) nossa observação dos resultados das experiências de outra pessoa.
4.2.2. PAVLOV
Ivã Pavlov (1849-1936), fisiologista russo, ficou famoso pela descoberta dos reflexos condicionados ou da reação condicionada. A sua teoria dos reflexos condicionados é extraída dos experimentos que fizera com os cães. Profundo conhecedor das glândulas e suas secreções, resolve por em prática o conteúdo dos seus conceitos. Para isso, amarra um cão, isola-o de todo o barulho externo, e dá-lhe uma substância sialogênica; ao mesmo tempo, faz retinir um som, por exemplo, o de uma campainha. Depois de várias repetições, suspende a substância sialôgenica, permanecendo tão somente com o som da campainha. Resultado: o cão, sem o estímulo inicial, emite suco gástrico, associando-o apenas ao som da campainha.
Disto depreende-se que há um reflexo, denominado congênito, isto é, aquele que vem com a espécie, e outro, o condicionado, aquele que a espécie adquire.
Os operadores de marketing, aqueles que querem vender os seus produtos, utilizam o processo de reação condicionada (de compra), baseado em Pavlov. As condições são: repetição, intensidade e clareza (ou simplicidade) dos estímulos. Observe que os anúncios são cheios de cores, rápidos e repetitivos. Quantas vezes não vemos uma mesma informação? Ou um mesmo comercial? Além do mais, os psicólogos sociais observam a questão do comportamento refletido, que se aproxima do homo aeconomicus e o comportamento semi-refletido ou irrefletido, que deste se distancia.
4.2.3. DOUTRINA ESPÍRITA
No âmbito da Doutrina Espírita, podemos nos reportar à herança e ao automatismo adquiridos ao longo das várias encarnações. Diz o Espírito André Luiz “Se, no círculo humano, a inteligência é seguida pela razão e a razão pela responsabilidade, nas linhas da civilização, sob os signos da cultura, observamos que, na retaguarda do transformismo, o reflexo precede o instinto, tanto quanto o instinto precede a atividade refletida que é base da inteligência nos depósitos do conhecimento” (Evolução em Dois Mundos, p. 39). Este mesmo pensamento é retratado de forma romântica por Léon Denis ao dizer que a alma “dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem”.
4.3. DIFERENÇA ENTRE ATITUDE E COMPORTAMENTO
A atitude é intenção; o comportamento é ação.
5. MUDANÇA DE ATITUDES E DE COMPORTAMENTOS
1) Como a atitude é uma intenção de se comportar de uma certa maneira, a intenção pode ou não ser consumada, dependendo da situação ou das circunstâncias. Mudanças nas atitudes de uma pessoa podem demorar muito para causar mudanças de comportamento que, em alguns casos, podem nem chegar a ocorrer. No meio espírita, diz-se que no umbral há uma multidão de espíritas de boa intenção.
2) Embora as tentativas de modificar ou substituir “atitudes” assentem nos mesmos princípios de aprendizagem, é evidentemente muito mais difícil mudar ou esquecer “atitudes” do que aprendê-las. (Kardec, 1978, p. 15)
3) Basicamente, as pessoas buscam uma sensação de equilíbrio entre suas crenças, atitudes e comportamentos. A isso damos o nome de dissonância cognitiva.
A teoria da dissonância cognitiva procura explicar como as pessoas reduzem os conflitos internos quando enfrentam um choque entre seus pensamentos e seus atos.
Exemplo: alguém que ache importante apoiar a indústria automobilística nacional, mas pensa que os carros importados são de melhor qualidade, poderá sentir alguma dissonância depois de ter comprado um carro nacional. Ele acaba raciocinando da seguinte forma: os carros nacionais são tão bons ou melhores que os importados. (Bowditch, 1992, p. 62 a76)
4) Os investigadores sociais descobriram que, quando um componente da “atitude” é experimentalmente modificado, os outros parecem sofrer um realinhamento coerente. (Kardec, 1978, p. 15)
5) O Espiritismo, para auxiliar a mudança, prescreve leituras evangélicas, preces, vibrações e diálogos em sessões espíritas. Contudo não deixa de nos informar que a reforma íntima esquematizada não nos leva muito longe. Importa desenvolver o Espírito, fazê-lo crescer em conhecimento e moral.
6. CONCLUSÕES
Empenhemo-nos na autoconsciência. Quem sabe se essa busca de nós mesmos não seja o principal estímulo de nossa evolução espiritual, das mudanças para o bem que o nosso Espírito imortal almeja?
7. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro, M.E.C., 1967.BOWDITCH, J. L. e BUONO, A. F. Elementos de Comportamento Organizacional. São Paulo, Pioneira, 1992.KARDEC. A. A Obsessão. 3. Ed., São Paulo, O Clarim, 1978.Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado. Lisboa/São Paulo, Verbo, 1986.XAVIER, F. C. e VIEIRA, W. Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, 4. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.
Atitude e Comportamento As agruras da mudança
Fui atrás pois estou escrevendo sobre como ser uma boa anfitriã.
Atitude e Comportamento
Sérgio Biagi Gregório
SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Percepção: 3.1. Significado; 3.2. Personalidade e Autoconceito; 3.3. Distorção Perceptiva. 4. Atitude e Comportamento: 4.1. Componentes Básicos das Atitudes; 4.2. Formação das Atitudes e dos Comportamentos: 4.2.1. Observações Experimentais; 4.2.2. Pavlov; 4.2.3. Doutrina Espírita; 4.3. Diferença entre Atitude e Comportamento. 5. Mudança de Atitudes e de Comportamentos. 6. Conclusões. 7. Bibliografia Consultada.
1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste estudo é fornecer subsídios para uma reflexão mais acurada sobre a tão propalada reforma íntima, entendida por nós como uma mudança comportamental. Veremos o conceito de atitude e comportamento, desenvolveremos idéias sobre a percepção, a formação das atitudes e comportamentos e a possibilidade de mudança do nosso modo de pensar e de agir.
2. CONCEITO
Atitude - Do latim aptitudinem atitude, através do italiano attitudine significa uma maneira organizada e coerente de pensar, sentir e reagir em relação a grupos, questões, outros seres humanos, ou, mais especificamente, a acontecimentos ocorridos em nosso meio circundante. (Kardec, 1978, p. 7) É um dos conceitos fundamentais da psicologia social. Faz junção entre a opinião (comportamento mental e verbal) e a conduta (comportamento ativo) e indica o que interiormente estamos dispostos a fazer. Segundo Jean Meynard, “É uma disposição ou ainda uma preparação para agir de uma maneira de preferência a outra. As atitudes de um sujeito dependem da experiência que tem da situação à qual deve fazer face”. Pode se dizer também que é a “Predisposição a reagir a um estímulo de maneira positiva ou negativa”.
Comportamento. Porto, em latim, significa levar. Em português passou a forma reflexiva: portar-se. O prefixo “com” denota um modo global de levar-se, portar-se. É o conjunto organizado das operações selecionadas em função das informações recebidas do ambiente através das quais o indivíduo integra as suas tendências. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo) Em sentido mais geral designa a mudança, o movimento ou a reação de qualquer entidade ou sistema em relação a seu ambiente ou situação.
Em termos científicos, o comportamento pode ser visto:
a) em Psicologia, o comportamento constitui o seu próprio objeto;
b) em Biologia, designa todas as ações e reações dos seres vivos relativamente ao meio;
c) em Antropologia, são os aspectos da cultura necessariamente referíveis ao organismo humano;
d) em Economia, além das decisões dos agentes econômicos, a ações previstas pela teoria da racionalidade;
e) em Sociologia, as atividades dos grupos humanos;
f) em Ergonomia, as atividades dos sistemas homem-máquina. (Polis Enciclopédia)
Mudar significa tornar-se diferente do que era, física e moralmente.
3. PERCEPÇÃO
3.1. SIGNIFICADO
A Percepção é uma atividade do espírito que organiza os dados sensoriais pelo qual conhecemos a “presença atual de um objeto exterior”.
Graficamente:
P.S. →
e →
P.E.S.→
← ←
Corpo Físico
→ →
← ←
Perispírito
→ →
← ←
Espírito ↑
→ →
Explicação: as informações nos chegam através das percepções sensoriais e das extra-sensoriais. Passam, primeiramente, pelo corpo físico; depois, pelo corpo perispiritual, e, por último, chegam ao Espírito propriamente dito. O senso crítico está localizado no Espírito, que faz a seleção de tudo o que lhe chega, enviando de volta, como crítica conceituada.
3.2. PERSONALIDADE E AUTOCONCEITO
Personalidade. Os psicólogos utilizam o termo num sentido neutro e universal, como representando aquilo que caracteriza o indivíduo. Embora haja uma infinidade de definições, o ponto central é a consistência das reações que uma pessoa tem em diversas situações.
Autoconceito. A maneira como vemos a nós mesmos está intimamente relacionada à noção de personalidade. Consciente ou não, cada um de nós tem uma imagem de si mesmo que influencia tudo o que dizemos ou fazemos ou percebemos em relação ao mundo. São os nossos valores, as nossas crenças, a nossa habilidade de lidar com o mundo e os objetivos que temos em mente. (Bowditch, 1992, p. 62 a 76)
3.3. DISTORÇÃO PERCEPTIVA
Um dos grandes problemas da percepção é a distorção perceptiva, ou seja, vemos as pessoas de uma forma bem diferente das que elas são, ou daquela como estas nos são objetivamente apresentadas.
Entre tais distorções, citamos:
estereotipagem - É o processo de usar uma impressão padronizada de um grupo de pessoas para influenciar a nossa percepção de um indivíduo em particular. Estigma.
efeito halo - Consiste em deixar que uma característica de um indivíduo ou grupo encubra todas as demais características daquele indivíduo ou grupo.
expectativas - Consiste em "vermos" e "ouvirmos" o que esperamos ver e ouvir e não o que realmente está acontecendo. (Bowditch, 1992, p. 62 a 76)
4. ATITUDE E COMPORTAMENTO
4. 1. COMPONENTES BÁSICOS DAS ATITUDES
Num estudo mais detalhado das atitudes, podemos dizer que elas possuem três componentes básicos: componente cognitivo, que são os nossos pensamentos e crenças;
componente afetivo, que são os nossos sentimentos e emoções; componente comportamental, que são as nossa tendências para reagir.
“Diz-se que uma atitude está formada quando esses componentes se encontram de tal maneira inter-relacionados que os sentimentos e tendências reativas específicas ficam coerentemente associadas com uma maneira particular de pensar em certas pessoas ou acontecimentos. Desenvolvemos nossas “atitudes” ao enfrentarmos e ajustarmo-nos ao meio social e, uma vez desenvolvidas, emprestam regularidade aos nossos modos de reagir e de facilitar o ajustamento social”. (Kardec, 1978, p. 7)
4.2. FORMAÇÃO DAS ATITUDES E DOS COMPORTAMENTOS
4.2.1. OBSERVAÇÕES EXPERIMENTAIS
Os processos condizentes à aquisição de atitudes podem ser resumidas em:
1) pelos resultados de nossa própria experiência;
2) nossas tendências e preconceitos perceptivos;
3) nossas observações das reações de uma outra pessoa a uma situação específica;
4) nossa observação dos resultados das experiências de outra pessoa.
4.2.2. PAVLOV
Ivã Pavlov (1849-1936), fisiologista russo, ficou famoso pela descoberta dos reflexos condicionados ou da reação condicionada. A sua teoria dos reflexos condicionados é extraída dos experimentos que fizera com os cães. Profundo conhecedor das glândulas e suas secreções, resolve por em prática o conteúdo dos seus conceitos. Para isso, amarra um cão, isola-o de todo o barulho externo, e dá-lhe uma substância sialogênica; ao mesmo tempo, faz retinir um som, por exemplo, o de uma campainha. Depois de várias repetições, suspende a substância sialôgenica, permanecendo tão somente com o som da campainha. Resultado: o cão, sem o estímulo inicial, emite suco gástrico, associando-o apenas ao som da campainha.
Disto depreende-se que há um reflexo, denominado congênito, isto é, aquele que vem com a espécie, e outro, o condicionado, aquele que a espécie adquire.
Os operadores de marketing, aqueles que querem vender os seus produtos, utilizam o processo de reação condicionada (de compra), baseado em Pavlov. As condições são: repetição, intensidade e clareza (ou simplicidade) dos estímulos. Observe que os anúncios são cheios de cores, rápidos e repetitivos. Quantas vezes não vemos uma mesma informação? Ou um mesmo comercial? Além do mais, os psicólogos sociais observam a questão do comportamento refletido, que se aproxima do homo aeconomicus e o comportamento semi-refletido ou irrefletido, que deste se distancia.
4.2.3. DOUTRINA ESPÍRITA
No âmbito da Doutrina Espírita, podemos nos reportar à herança e ao automatismo adquiridos ao longo das várias encarnações. Diz o Espírito André Luiz “Se, no círculo humano, a inteligência é seguida pela razão e a razão pela responsabilidade, nas linhas da civilização, sob os signos da cultura, observamos que, na retaguarda do transformismo, o reflexo precede o instinto, tanto quanto o instinto precede a atividade refletida que é base da inteligência nos depósitos do conhecimento” (Evolução em Dois Mundos, p. 39). Este mesmo pensamento é retratado de forma romântica por Léon Denis ao dizer que a alma “dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem”.
4.3. DIFERENÇA ENTRE ATITUDE E COMPORTAMENTO
A atitude é intenção; o comportamento é ação.
5. MUDANÇA DE ATITUDES E DE COMPORTAMENTOS
1) Como a atitude é uma intenção de se comportar de uma certa maneira, a intenção pode ou não ser consumada, dependendo da situação ou das circunstâncias. Mudanças nas atitudes de uma pessoa podem demorar muito para causar mudanças de comportamento que, em alguns casos, podem nem chegar a ocorrer. No meio espírita, diz-se que no umbral há uma multidão de espíritas de boa intenção.
2) Embora as tentativas de modificar ou substituir “atitudes” assentem nos mesmos princípios de aprendizagem, é evidentemente muito mais difícil mudar ou esquecer “atitudes” do que aprendê-las. (Kardec, 1978, p. 15)
3) Basicamente, as pessoas buscam uma sensação de equilíbrio entre suas crenças, atitudes e comportamentos. A isso damos o nome de dissonância cognitiva.
A teoria da dissonância cognitiva procura explicar como as pessoas reduzem os conflitos internos quando enfrentam um choque entre seus pensamentos e seus atos.
Exemplo: alguém que ache importante apoiar a indústria automobilística nacional, mas pensa que os carros importados são de melhor qualidade, poderá sentir alguma dissonância depois de ter comprado um carro nacional. Ele acaba raciocinando da seguinte forma: os carros nacionais são tão bons ou melhores que os importados. (Bowditch, 1992, p. 62 a76)
4) Os investigadores sociais descobriram que, quando um componente da “atitude” é experimentalmente modificado, os outros parecem sofrer um realinhamento coerente. (Kardec, 1978, p. 15)
5) O Espiritismo, para auxiliar a mudança, prescreve leituras evangélicas, preces, vibrações e diálogos em sessões espíritas. Contudo não deixa de nos informar que a reforma íntima esquematizada não nos leva muito longe. Importa desenvolver o Espírito, fazê-lo crescer em conhecimento e moral.
6. CONCLUSÕES
Empenhemo-nos na autoconsciência. Quem sabe se essa busca de nós mesmos não seja o principal estímulo de nossa evolução espiritual, das mudanças para o bem que o nosso Espírito imortal almeja?
7. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro, M.E.C., 1967.BOWDITCH, J. L. e BUONO, A. F. Elementos de Comportamento Organizacional. São Paulo, Pioneira, 1992.KARDEC. A. A Obsessão. 3. Ed., São Paulo, O Clarim, 1978.Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado. Lisboa/São Paulo, Verbo, 1986.XAVIER, F. C. e VIEIRA, W. Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, 4. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.
Atitude e Comportamento As agruras da mudança
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Vya Estelar - Comportamento - Processo de autoconhecimento não tem fim
Texto da minha ex teraputa. Ela foi fundamental neste processo de autoconhecimento pois me ensinou como me autoconhecer.... muito bom!
Vya Estelar - Comportamento - Processo de autoconhecimento não tem fim
Vya Estelar - Comportamento - Processo de autoconhecimento não tem fim
sábado, 1 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Tendências em decoração para 2010 | Eu Decoro
Ano novo, casa nova. Quer vá decorar um espaço completamente novo ou simplesmente redecorar uma divisão do apartamento, saiba quais as principais tendências em decoração para 2010, quer em termos de ambientes e mobília, quer em termos de cores e padrões.
Decorar a reciclar: certamente influenciado pela crise económica mundial, reciclar e reutilizar todo e qualquer apontamento decorativo – desde mobiliário a têxteis – vai ser uma forte tendência em 2010, mas também porque viver uma vida mais verde e mais simples tornou-se num lifestyle cada vez mais apelativo. Em adição, tudo o que é antigo e vintage, recebido em herança ou encontrado numa feira de velharias, volta a ter o seu encanto.
Mistura de épocas: juntar peças antigas e contemporâneas será uma das grandes modas na decoração de interiores para o novo ano. Misturar peças de épocas distintas – caso do retro com o moderno, o tradicional com o romântico – vai criar uma decoração eclética e original.
Decoração verde: ainda dentro da mesma tendência, os produtos verdes continuam a ganhar em popularidade, quer seja mobília produzida com madeira sustentada, objetos de design criados a partir de material reciclado, iluminação LED, tecidos e tintas orgânicas.
Toque de glamour: mesmo com a atual conjuntura económica, uma decoração simples pode e deve ser abrilhantada com algumas peças à altura, nomeadamente vidro e cristal, sem esquecer apontamentos de prateado, dourado e outros metálicos para um toque de sofisticação.
Exclusividade: cada vez mais se procuram peças decorativas que não só são originais, como exclusivas e, se forem feitas à mão, ainda melhor. Esta tendência veio mesmo para ficar, acrescentando-se ainda a vertente “faça você mesmo” para aqueles que gostarem de construir as suas próprias decorações… assim, mais ninguém tem de certeza!
Papel de parede: o papel de parede dificilmente sai de moda, quer seja num modelo ousado a destacar uma única parede ou a forrar uma divisão inteira, mas num modelo mais discreto. Para 2010 espere ver cores vibrantes (roxo, framboesa, verde-relva, castanho-acinzentado…), motivos florais e de inspiração retro, assim como papel de parede com textura.
Mix cultural: para além de desenhos geométricos ousados (listas, círculos, mosaicos), os padrões para os têxteis de casa com maior destaque vêm de todos os cantos do mundo – símbolos nativo-americanos, orientais, étnicos, aborígene e tribais africanos, mas incluem ainda bordados, patchwork, motivos florais e botânicos, padrões animais, de aves e até inspiração retro.
Mobiliário modular: uma das fortes tendências de 2010, é perfeito para espaços pequenos e/ou para ir acrescentando conforme necessita ou pode. Multifacetada e contemporânea, vão existir soluções modulares para todos os cantos da casa.
2-em-1: para além disso, outra orientação para o novo ano passa pela fusão de espaços ou seja a criação de zonas 2-em-1, de forma a rentabilizar a habitação. Algumas ideias passam, por exemplo, pela criação de um espaço de escritório na cozinha ou abrir a mesma à sala de jantar; dar nova vida ao quarto de hóspedes, podendo funcionar, simultaneamente, como um quarto de vestir.
2010 com cor: as cores dominantes que vão decorar o novo ano incluem cinza, branco, amarelo ácido, verde relva, vários tons de azul (aquático, turquesa, petróleo), vermelho saturado, tangerina, violeta, lilás, rosa suave, tons terra e de inspiração étnica.
Tendências em decoração para 2010 Eu Decoro
Decorar a reciclar: certamente influenciado pela crise económica mundial, reciclar e reutilizar todo e qualquer apontamento decorativo – desde mobiliário a têxteis – vai ser uma forte tendência em 2010, mas também porque viver uma vida mais verde e mais simples tornou-se num lifestyle cada vez mais apelativo. Em adição, tudo o que é antigo e vintage, recebido em herança ou encontrado numa feira de velharias, volta a ter o seu encanto.
Mistura de épocas: juntar peças antigas e contemporâneas será uma das grandes modas na decoração de interiores para o novo ano. Misturar peças de épocas distintas – caso do retro com o moderno, o tradicional com o romântico – vai criar uma decoração eclética e original.
Decoração verde: ainda dentro da mesma tendência, os produtos verdes continuam a ganhar em popularidade, quer seja mobília produzida com madeira sustentada, objetos de design criados a partir de material reciclado, iluminação LED, tecidos e tintas orgânicas.
Toque de glamour: mesmo com a atual conjuntura económica, uma decoração simples pode e deve ser abrilhantada com algumas peças à altura, nomeadamente vidro e cristal, sem esquecer apontamentos de prateado, dourado e outros metálicos para um toque de sofisticação.
Exclusividade: cada vez mais se procuram peças decorativas que não só são originais, como exclusivas e, se forem feitas à mão, ainda melhor. Esta tendência veio mesmo para ficar, acrescentando-se ainda a vertente “faça você mesmo” para aqueles que gostarem de construir as suas próprias decorações… assim, mais ninguém tem de certeza!
Papel de parede: o papel de parede dificilmente sai de moda, quer seja num modelo ousado a destacar uma única parede ou a forrar uma divisão inteira, mas num modelo mais discreto. Para 2010 espere ver cores vibrantes (roxo, framboesa, verde-relva, castanho-acinzentado…), motivos florais e de inspiração retro, assim como papel de parede com textura.
Mix cultural: para além de desenhos geométricos ousados (listas, círculos, mosaicos), os padrões para os têxteis de casa com maior destaque vêm de todos os cantos do mundo – símbolos nativo-americanos, orientais, étnicos, aborígene e tribais africanos, mas incluem ainda bordados, patchwork, motivos florais e botânicos, padrões animais, de aves e até inspiração retro.
Mobiliário modular: uma das fortes tendências de 2010, é perfeito para espaços pequenos e/ou para ir acrescentando conforme necessita ou pode. Multifacetada e contemporânea, vão existir soluções modulares para todos os cantos da casa.
2-em-1: para além disso, outra orientação para o novo ano passa pela fusão de espaços ou seja a criação de zonas 2-em-1, de forma a rentabilizar a habitação. Algumas ideias passam, por exemplo, pela criação de um espaço de escritório na cozinha ou abrir a mesma à sala de jantar; dar nova vida ao quarto de hóspedes, podendo funcionar, simultaneamente, como um quarto de vestir.
2010 com cor: as cores dominantes que vão decorar o novo ano incluem cinza, branco, amarelo ácido, verde relva, vários tons de azul (aquático, turquesa, petróleo), vermelho saturado, tangerina, violeta, lilás, rosa suave, tons terra e de inspiração étnica.
Tendências em decoração para 2010 Eu Decoro
domingo, 25 de abril de 2010
INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
terça-feira, 23 de março de 2010
INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
Você é espiritualmente Inteligente?No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Danah Zohar aborda um tema tão novo quanto polémico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.
O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.
Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford.
É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record).
Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.
Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 3º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa um milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:O que é inteligência espiritual?É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso.
A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana.
Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções.
A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual.
Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo2. São levadas por valores. São idealistas3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade4. São holísticas5. Celebram a diversidade6. Têm independência7. Perguntam sempre "por quê?"8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo9. Têm espontaneidade10.Têm compaixão
CASA DO CAMINHO: INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
Você é espiritualmente Inteligente?No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Danah Zohar aborda um tema tão novo quanto polémico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.
O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.
Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford.
É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record).
Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.
Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 3º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa um milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:O que é inteligência espiritual?É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso.
A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana.
Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções.
A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual.
Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo2. São levadas por valores. São idealistas3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade4. São holísticas5. Celebram a diversidade6. Têm independência7. Perguntam sempre "por quê?"8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo9. Têm espontaneidade10.Têm compaixão
CASA DO CAMINHO: INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
sábado, 24 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
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