terça-feira, 23 de março de 2010
INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
Você é espiritualmente Inteligente?No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Danah Zohar aborda um tema tão novo quanto polémico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.
O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.
Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford.
É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record).
Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.
Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 3º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa um milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:O que é inteligência espiritual?É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso.
A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana.
Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções.
A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual.
Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo2. São levadas por valores. São idealistas3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade4. São holísticas5. Celebram a diversidade6. Têm independência7. Perguntam sempre "por quê?"8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo9. Têm espontaneidade10.Têm compaixão
CASA DO CAMINHO: INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
domingo, 25 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A grande conquista — VIDA SIMPLES
Erik tinha 20 e poucos anos quando decidiu escalar o monte McKinley, o pico mais alto dos Estados Unidos. Levou meses treinando em colinas mais baixas até enfrentar com seus companheiros alpinistas as rajadas de neve, as gretas profundas em que poderia escorregar, a descida traiçoeira. Ao chegar ao pico, teve uma certeza. Aquela não seria a última montanha que ele desafiaria. E assim foi. Nos anos seguintes, arriscouse a escalar os picos mais altos dos sete continentes, como o Aconcágua, na América do Sul, o Kilimanjaro, na África, o Everest, na Ásia, e o monte Elbro, na Europa. Uma única particularidade o distinguia dos outros valorosos membros da equipe. Erik é cego. Quando fez essas escaladas, ele tinha um ideal: provar que qualquer um pode superar a si mesmo diante de uma dificuldade, mesmo os mais fracos e desprovidos de grandes recursos. Em suas últimas aventuras, Erik Weihenmayer levou com ele outros cegos, e até um surdo, para humildemente demonstrar que essa qualidade não era exclusiva dele. Muitas das lições que Erik e outras pessoas aprenderam, ao enfrentar adversidades, estão aqui. Vale a pena conhecê-las. Enfrentar é preciso É engraçado: as histórias de grandes conquistas, superações extraordinárias e feitos heróicos às vezes nos oprimem, em vez de nos estimular. Isso porque, lá no fundo, desconfiamos que somos incapazes de realizar coisas difíceis. Um bom herói sempre precisa de confiança, coragem e auto-estima, qualidades raras de serem encontradas no mercado hoje em dia. Então, por achar que somos muito mais limitados do que realmente somos, e também por certo comodismo, abdicamos de usar recursos ainda não experimentados para enfrentar cara a cara as difi culdades, os riscos e os obstáculos. Parece ser bem mais fácil jogar a toalha e dar as coisas por perdidas, ou se esquivar delas, como se não existissem. Acontece que as adversidades parecem ter o estranho hábito de sempre nos esperar ali na esquina, especialmente quando fazemos questão de fugir delas. É como diz o caipira, na sua santa sabedoria: “Quanto mais rezo, mais assombração me aparece”. A neurolingüística, que estuda as associações entre a linguagem e o funcionamento cerebral, arrisca uma boa explicação para isso. “Experimente dizer: ‘Eu não quero pensar num limão, nem nos seus gomos cheios de sumo, nem no seu gosto azedinho na minha boca’. Tudo o que você vai pensar é justamente num limão: sua boca vai encher de água como se estivesse diante dele. O cérebro não reconhece o ‘não’, as imagens são muito mais fortes do que a negação”, diz Anderson Andrade, especialista em Programação Neurolingüística (PNL). O mesmo acontece com relação às difi - culdades diárias e ao popular (e insuperável para muitos de nós, na verdade) medo da morte. Quanto mais se quer evitar pensar na “indesejada das gentes”, mais se pensa. “O pensamento gera hábitos, que promovem atitudes, que provocam ações, que determinam acontecimentos”, assevera o especialista. Pode-se dizer que a nossa realidade é resultado dos pensamentos dominantes da nossa mente, assim como nossas ações e reações dependem da nossa maneira de ver o mundo. Forma-se, então, uma cadeia interligada de pensamentoação- acontecimento. É por isso que, quanto mais rezamos, mais assombração aparece: se temos medo dela, ela está presente em nosso pensamento, gerando nossas ações e promovendo acontecimentos relacionados ao nosso temor. Por isso, se temos pavor das adversidades, se não as enfrentamos como algo normal e natural da vida, elas não vão sumir – pelo contrário. Igualzinho ao caso do limão. Para Anderson, o melhor a fazer é sempre imaginar que temos uma vida tranqüila e feliz. Assim, quando os obstáculos realmente aparecerem, podemos ser capazes de olhar para eles com um espírito sereno e encará-los como eventualidades que fazem parte da vida. E a dificuldade, que poderia ser vista como uma montanha íngreme, passa a ser uma colina ultrapassável.No balanco da van Se pararmos para pensar, é possível perceber que os aborrecimentos que enfrentamos na vida, em grande parte, são pequenos ou, no máximo, médios. Os grandes desafi os são excepcionais. Porém é justamente com as difi culdades do dia-a-dia que podemos treinar para quando os obstáculos nos parecem intransponíveis. Em primeiro lugar, temos de lidar exatamente com a nossa percepção do que é uma grande ou pequena dificuldade.A enfermeira Célia conta que, algumas vezes por semana, pegava uma van abarrotada de gente para voltar para casa. “Eu ficava tensa e com os nervos à flor da pele. Para mim, era um enorme desafio. Até que um dia resolvi mudar esse meu estado negativo e tomar consciência do que acontecia ao meu redor e dentro de mim mesma”, recorda Célia, que enfrenta o trânsito louco e o transporte público de São Paulo. “Tudo ficou muito nítido: as cores, as formas, os rostos. Minha irritação se transformou numa enorme compaixão por aquelas pessoas honestas, que se levantam de madrugada para trabalhar. Senti o meu coração do tamanho do Estádio do Morumbi. Minha percepção mudou completamente”, afirma Célia.Depois de algum tempo, ela testemunhou algo inesperado, quando viu sua sacola de plástico arrebentar dentro da van com tudo que tinha acabado de comprar no mercado. Imediatamente, uma moça ofereceu o casaco para que Célia pudesse recolher sua compra, um rapaz se esgueirou entre as poltronas à procura de latas que tinham rolado para debaixo dos bancos, outros passageiros se abaixaram para capturar um saco de batatas – tudo isso em meio aos trancos e sacolejos do veículo em movimento. Segundos antes de descer no seu ponto, ela conseguiu recompor a sacola com todos os produtos. “Descobri uma grande lição: não preciso enfrentar as difi culdades sozinha. Hoje tenho mais abertura para receber ajuda e confi ar nos outros.” E andar de van, que antes parecia uma adversidade insuperável, já não é um aborrecimento tão grande. “Ainda me incomoda, mas só na medida justa. Não sofro mais com isso”, diz ela.As lições que as adversidades ensinam dariam para escrever um livro. Mas esses exemplos já servem para deixar claro o quanto podemos aprender com elas.Tempestades Vamos reconhecer que, de vez em quando, o tempo fecha mesmo. A coisa fica feia. E aqui voltamos um pouquinho para a história de Érik, o alpinista cego que você conheceu no início da matéria. A fim de escrever um livro, ele se uniu ao consultor Paul G. Stoltz, um especialista em, acredite, adversidades. Erik queria contar as lições aprendidas diante dos obstáculos e transformar esse enfrentamento em técnicas para ajudar a todos. E Paul fez essa parte.Um de seus instrumentos de análise atende pela sigla Crad, iniciais das palavras controle, responsabilização, alcance e duração. Trocando em miúdos, ele sugere que, diante de uma dificuldade, a gente se faça a seguinte pergunta: Até que ponto tenho controle sobre essa situação? Em segundo lugar, aconselha a definir sua responsabilidade com relação a ela – quanto mais se sentir responsável, mais estará empenhado na sua solução. Depois, vem a grande pergunta: qual o alcance do que pretendo fazer e como posso administrar, ou solucionar, essa dificuldade? Em último lugar, é bom considerar a duração dessa adversidade. Assim, delimitamos o problema por certo período, justamente para que não se estenda demais.As difi culdades podem funcionar como verdadeiros trampolins. Tanto que vários executivos e funcionários de empresas as convocam para dar o famoso “salto de qualidade”, expressão que já é corrente. Paul gosta de citar um exemplo bem simples: o de uma secretária que sofria com os longos relatórios que tinha de digitar em pouco tempo, pois catava milho nas teclinhas, embora em grande velocidade. Para transpor isso, a secretária decidiu enfrentar outro obstáculo: fazer um curso de digitação em sua exígua hora de almoço. No começo, tudo parecia um sacrifício. Mas, saber que esse desafio seria apenas por pouco tempo, facilitou bastante seu empenho. Ao enfrentar voluntariamente uma dificuldade, e semear por conta própria essa tempestade passageira, a secretária conseguiu solucionar um enorme aborrecimento.Eu sou o máximo Nessa história, porém, tem uma casca de banana no meio do caminho. Sabe o Hércules, aquele fortão da mitologia grega que realizou 12 trabalhos dificílimos encomendados pelas divindades do Olimpo? Pois é, ele morreu, coitadinho, como você e eu vamos morrer algum dia.O heroísmo dele não garantiu sua imortalidade em vida. Considerado o herói dos heróis, Hércules só ganhou a imortalidade depois de morto. Isso tem um signifi cado profundo: a jornada do herói, aquele atendimento ao chamado que nos joga na vida com todos os seus desafios, é bonita e certamente faz parte da nossa existência. Mas não se deve fazer isso esperando reconhecimento, prêmios e aplausos.O herói egóico é insuportável. É como aquele chato que sempre banca o maioral e se arrisca só para mostrar como é corajoso e destemido. Em outras palavras, a gente não precisa ficar por aí arrumando sarna para se coçar. Com o espírito de sempre se colocar à prova por motivos egóicos, as adversidades, com certeza, serão mais freqüentes.Há também o risco de se comprazer no sofrimento. “Um homem é capaz de abandonar tudo na vida. Menos seu sofrimento”, já dizia o mestre armênio Georges Gurdjieff, que conhecia a alma humana como poucos. Parece bizarro ouvir que muitos de nós não largariam o sofrimento por nada nesse mundo. Mas há uma razão especial para isso – e não tem nada a ver com masoquismo. O ego gosta de se apoderar das experiências para se enaltecer.Somos capazes de fazer sacrifícios tremendos para nos sentir mais importantes e provocar a admiração de nossos semelhantes. O enfrentamento das adversidades, muitas vezes, serve apenas para alimentar nossa vaidade e nossa “imagem”. Você talvez nunca tenha pensado que poderia escorregar nessa casca de banana, não é? Então, tomados esses cuidados, podemos aproveitar as indicações de quem enfrenta as adversidades de uma maneira mais tranqüila, por um ideal ou por acreditar que elas simplesmente fazem parte da vida. Perder o medo e relaxar é um ótimo começo.LIVROS As Vantagens da Adversidade, Paul G. Stoltz e Erik Weiheimmayer, Martins Fontes
A grande conquista — VIDA SIMPLES
A grande conquista — VIDA SIMPLES
Sistema Logosófico de Educação - Pedagogia Logosófica - Artigos
MELHORES PAIS, MELHORES FILHOS
Marise Nancy de Alencar
Recentemente, ao coletar dados para uma pesquisa sobre a velha dupla escola/família, deparei-me com respostas muito interessantes. Uma delas diz respeito a como a família é vista pela escola. A resposta que mais apareceu foi que “a família sempre ajuda a escola, pois é uma outra visão do processo do aluno”. Numa outra pergunta sobre o professor, 80% das respostas foram que “o bom professor é aquele que tem uma boa convivência com sua turma e não perde a oportunidade de passar valores”.
Parto em busca de respostas e vão surgindo pistas e comprovações. Em primeiro lugar, a família, quando quer ajudar, ajuda de fato. Todos os professores já tiveram na história de sua profissão um caso parecido com este: “Joãozinho, que não aprendia bem, era desinteressado e, por isso mesmo, ficava sempre para trás, tirava notas não muito animadoras e blá... blá... blá... blá... Aí, a família do Joãozinho é chamada à escola. Descobre-se que aquele grupo familiar vive alguma situação que desencadeia parte do processo de dificuldade do Joãozinho. Algumas conversas, sugestões trocadas, ações realizadas e... voalá, o Joãozinho tem um melhora muito significativa!” Quando a família se dispõe a colaborar, levando para a escola fatos novos e importantes, detalhes são acrescidos à história do aluno. Detalhes que podem fazer toda diferença.
Por que começo este artigo citando estes resultados? Simples. Como educadora, venho percebendo que, ao longo dos últimos 15 anos, muito do sucesso dos estudantes, sejam eles de escolas públicas ou privadas, tem relação direta com a assistência que recebem de suas famílias. Mas algumas perguntas insistem em ecoar em minha mente. O que será mesmo que essas famílias têm feito e que favorecem o desenvolvimento dos filhos?
Outro ponto importante é o papel que os pais desempenham nos valores que ensinam aos seus filhos. Ensinar valores é tarefa de quem já os tem, e é justamente nesse ponto que as coisas começam a ficar mais complicadas. Muitos são os pais que se perguntam: “e como é que se ensinam estas coisas?” Surgem então reflexões sobre o que realmente nós, adultos, temos para oferecer aos nossos filhos e alunos. A essência que cada um de nós possui para dar aos demais faz parte de um acervo muito particular. Quantos de nós conhecemos pessoas que são verdadeiros exemplos de bondade, de lealdade, de honradez? Ao estarmos com essas pessoas, sentimos um bem-estar imenso. Chegamos a querer ficar bem perto, na esperança de agregarmos aquele tesouro interno a nós mesmos.
Tenho comprovado, nas minhas andanças pela escola e pela educação, que não há como dar o que não se tem. É quase matemático. E como é que os pais, os educadores, os responsáveis pela educação da infância e da juventude, poderão ensinar valores, ética, princípios e saberes se, também eles, os possuem de forma escassa ou não têm consciência da sua existência?
Não vejo outra saída: aprender para ensinar. Sair de um estado letárgico, moroso, morno, para um estado de ações efetivas. Ações pautadas em conceitos verdadeiros do que é a vida, do que é um ser humano, do que é uma família, o trabalho, a amizade, o homem, a mulher... Enfim, é preciso oferecer muitas oportunidades para pensar sobre tudo o que existe.
Li, certa vez, numa conferência de González Pecotche, intitulada Princípios éticos de convivência humana, a seguinte afirmativa: “Acontece com frequência que tanto o homem quanto a mulher esquecem sua colocação no seio do mundo, da humanidade, de seu povo ou de sua família; esquecem que a vida encerra, que deve encerrar outro significado muito maior do que aquele enganoso que oferece quando se desenvolve dentro do corrente e vulgar. Quando isto se começa a compreender, a vida, pouco a pouco, se transforma, busca outros atrativos e as lutas, amargas e difíceis, são suportadas com mais valor, mais energia e mais esperança."
E como é que nós, os adultos, podemos aprender essas coisas? À medida que nos sentimos incomodados com o que nos rodeia, a saída está em buscarmos a mudança. Se não estamos de acordo com a falta de amor, de seriedade, de gratidão, do respeito que tem deixado de circular no mundo, podemos dar início a algo muito grande. A mente de uma criança é campo livre, fértil e forte, em que podemos plantar muitas sementes de bem. Essa contribuição podemos dar: zelar pelo que as crianças ouvem, veem e por aquilo de que elas participam. Muitos pais acham que criança não percebe nem entende as coisas que ocorrem ao seu redor. Uma forma de ajudar é sermos mais exigentes com o que tem sido oferecido pela sociedade, protegendo de fato estes tesouros chamados crianças.
Outra solução é nos acostumarmos a pensar em tudo e, se possível, buscar soluções para as coisas mais próximas de nós. Precisamos nos adestrar em fazer muitas perguntas; só assim a razão e a faculdade de pensar, de fato, podem nos auxiliar. Mas as perguntas que fizermos terão que ser bem elaboradas. Muitas vezes gastamos tempo demais, recursos demais, pensando em macrossoluções. Problemas, a humanidade sempre os teve. O que tem faltado são as soluções. E problemas são resolvidos por partes, aos poucos, como aprendi certa vez com um grande educador.
Um conhecimento que tem me servido demais é o que aponta para um caminho aparentemente óbvio demais: eliminar erros realizando acertos. Que maravilha é poder saber que se eu errei posso consertar, posso me redimir fazendo muitas coisas corretas. Quantos estímulos sinto quando experimento muitos acertos e, se por motivos variados não consigo êxito nos meus propósitos, posso recomeçar, pensando no processo e eliminando as etapas que entorpeceram o caminho.
Melhores pais, melhores filhos: que mágica há por trás disso?
Para que ser melhor pai, melhor mãe, melhor ser humano e educar uma nova geração de forma diferente e ampla? Respondo com uma afirmativa da Logosofia: “Conseguir que as gerações futuras sejam mais felizes que a nossa será o prêmio mais grandioso a que se possa aspirar. Não haverá valor comparável ao cumprimento dessa grande missão, que consiste em preparar para a humanidade futura um mundo melhor”.
Não há como ficarmos parados. É urgente a necessidade de que nós, pais e professores, e de todos aqueles que sentem como também sua a missão de educar, busquemos a capacitação e o aprendizado para podermos ajudar a infância e a juventude. Quem sabe eles, em melhores condições, possam fazer deste mundo um lugar mais feliz?
Melhores pais, melhores filhos: este é um dos objetivos do Curso para Pais que o Colégio Logosófico tem oferecido à comunidade. O curso é gratuito e é realizado uma vez por mês, no próprio Colégio. Inscrições pelo site www.colegiologosofico.com.br ou pelo telefone (31) 3273-1717.
Sistema Logosófico de Educação - Pedagogia Logosófica - Artigos
Marise Nancy de Alencar
Recentemente, ao coletar dados para uma pesquisa sobre a velha dupla escola/família, deparei-me com respostas muito interessantes. Uma delas diz respeito a como a família é vista pela escola. A resposta que mais apareceu foi que “a família sempre ajuda a escola, pois é uma outra visão do processo do aluno”. Numa outra pergunta sobre o professor, 80% das respostas foram que “o bom professor é aquele que tem uma boa convivência com sua turma e não perde a oportunidade de passar valores”.
Parto em busca de respostas e vão surgindo pistas e comprovações. Em primeiro lugar, a família, quando quer ajudar, ajuda de fato. Todos os professores já tiveram na história de sua profissão um caso parecido com este: “Joãozinho, que não aprendia bem, era desinteressado e, por isso mesmo, ficava sempre para trás, tirava notas não muito animadoras e blá... blá... blá... blá... Aí, a família do Joãozinho é chamada à escola. Descobre-se que aquele grupo familiar vive alguma situação que desencadeia parte do processo de dificuldade do Joãozinho. Algumas conversas, sugestões trocadas, ações realizadas e... voalá, o Joãozinho tem um melhora muito significativa!” Quando a família se dispõe a colaborar, levando para a escola fatos novos e importantes, detalhes são acrescidos à história do aluno. Detalhes que podem fazer toda diferença.
Por que começo este artigo citando estes resultados? Simples. Como educadora, venho percebendo que, ao longo dos últimos 15 anos, muito do sucesso dos estudantes, sejam eles de escolas públicas ou privadas, tem relação direta com a assistência que recebem de suas famílias. Mas algumas perguntas insistem em ecoar em minha mente. O que será mesmo que essas famílias têm feito e que favorecem o desenvolvimento dos filhos?
Outro ponto importante é o papel que os pais desempenham nos valores que ensinam aos seus filhos. Ensinar valores é tarefa de quem já os tem, e é justamente nesse ponto que as coisas começam a ficar mais complicadas. Muitos são os pais que se perguntam: “e como é que se ensinam estas coisas?” Surgem então reflexões sobre o que realmente nós, adultos, temos para oferecer aos nossos filhos e alunos. A essência que cada um de nós possui para dar aos demais faz parte de um acervo muito particular. Quantos de nós conhecemos pessoas que são verdadeiros exemplos de bondade, de lealdade, de honradez? Ao estarmos com essas pessoas, sentimos um bem-estar imenso. Chegamos a querer ficar bem perto, na esperança de agregarmos aquele tesouro interno a nós mesmos.
Tenho comprovado, nas minhas andanças pela escola e pela educação, que não há como dar o que não se tem. É quase matemático. E como é que os pais, os educadores, os responsáveis pela educação da infância e da juventude, poderão ensinar valores, ética, princípios e saberes se, também eles, os possuem de forma escassa ou não têm consciência da sua existência?
Não vejo outra saída: aprender para ensinar. Sair de um estado letárgico, moroso, morno, para um estado de ações efetivas. Ações pautadas em conceitos verdadeiros do que é a vida, do que é um ser humano, do que é uma família, o trabalho, a amizade, o homem, a mulher... Enfim, é preciso oferecer muitas oportunidades para pensar sobre tudo o que existe.
Li, certa vez, numa conferência de González Pecotche, intitulada Princípios éticos de convivência humana, a seguinte afirmativa: “Acontece com frequência que tanto o homem quanto a mulher esquecem sua colocação no seio do mundo, da humanidade, de seu povo ou de sua família; esquecem que a vida encerra, que deve encerrar outro significado muito maior do que aquele enganoso que oferece quando se desenvolve dentro do corrente e vulgar. Quando isto se começa a compreender, a vida, pouco a pouco, se transforma, busca outros atrativos e as lutas, amargas e difíceis, são suportadas com mais valor, mais energia e mais esperança."
E como é que nós, os adultos, podemos aprender essas coisas? À medida que nos sentimos incomodados com o que nos rodeia, a saída está em buscarmos a mudança. Se não estamos de acordo com a falta de amor, de seriedade, de gratidão, do respeito que tem deixado de circular no mundo, podemos dar início a algo muito grande. A mente de uma criança é campo livre, fértil e forte, em que podemos plantar muitas sementes de bem. Essa contribuição podemos dar: zelar pelo que as crianças ouvem, veem e por aquilo de que elas participam. Muitos pais acham que criança não percebe nem entende as coisas que ocorrem ao seu redor. Uma forma de ajudar é sermos mais exigentes com o que tem sido oferecido pela sociedade, protegendo de fato estes tesouros chamados crianças.
Outra solução é nos acostumarmos a pensar em tudo e, se possível, buscar soluções para as coisas mais próximas de nós. Precisamos nos adestrar em fazer muitas perguntas; só assim a razão e a faculdade de pensar, de fato, podem nos auxiliar. Mas as perguntas que fizermos terão que ser bem elaboradas. Muitas vezes gastamos tempo demais, recursos demais, pensando em macrossoluções. Problemas, a humanidade sempre os teve. O que tem faltado são as soluções. E problemas são resolvidos por partes, aos poucos, como aprendi certa vez com um grande educador.
Um conhecimento que tem me servido demais é o que aponta para um caminho aparentemente óbvio demais: eliminar erros realizando acertos. Que maravilha é poder saber que se eu errei posso consertar, posso me redimir fazendo muitas coisas corretas. Quantos estímulos sinto quando experimento muitos acertos e, se por motivos variados não consigo êxito nos meus propósitos, posso recomeçar, pensando no processo e eliminando as etapas que entorpeceram o caminho.
Melhores pais, melhores filhos: que mágica há por trás disso?
Para que ser melhor pai, melhor mãe, melhor ser humano e educar uma nova geração de forma diferente e ampla? Respondo com uma afirmativa da Logosofia: “Conseguir que as gerações futuras sejam mais felizes que a nossa será o prêmio mais grandioso a que se possa aspirar. Não haverá valor comparável ao cumprimento dessa grande missão, que consiste em preparar para a humanidade futura um mundo melhor”.
Não há como ficarmos parados. É urgente a necessidade de que nós, pais e professores, e de todos aqueles que sentem como também sua a missão de educar, busquemos a capacitação e o aprendizado para podermos ajudar a infância e a juventude. Quem sabe eles, em melhores condições, possam fazer deste mundo um lugar mais feliz?
Melhores pais, melhores filhos: este é um dos objetivos do Curso para Pais que o Colégio Logosófico tem oferecido à comunidade. O curso é gratuito e é realizado uma vez por mês, no próprio Colégio. Inscrições pelo site www.colegiologosofico.com.br ou pelo telefone (31) 3273-1717.
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A dificuldade de expor o pensamento - Artigos | Logosofia
A dificuldade de expor o pensamentoPor Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
Toda pessoa que carece de rapidez mental e não pode, além disso, expor seus pensamentos com clareza, dificilmente avança no caminho da vida, desta vida em que tão necessário é manter ágil o entendimento nas inúmeras circunstâncias que amiúde devem ser enfrentadas. Se se trata da vida dos negócios, bem sabemos quão indispensável é uma mente desperta e uma palavra fácil para encarar as mil situações que não admitem lentidão nem no pensamento, nem na palavra, nem na ação.
O mesmo acontece em todas as outras ordens da vida: um candidato, por exemplo, que vai em busca de um emprego, tem, se não sabe expor seu pensamento com clareza e rapidez, uns noventa e nove por cento de probabilidades a menos, se comparado a quem sabe fazê-lo melhor; nas tarefas de governo e, enfim, onde quer que o homem ou a mulher devam desempenhar funções de alguma importância, é igualmente imprescindível possuir essa facilidade na exposição do pensamento.
De que ou de onde provém tal deficiência ou anormalidade? Vejamos: é costume generalizado dos pais cortar a atitude espontânea dos filhos quando estes, seja na alegria, seja na dor, querem expor o que pensam ou sentem. Em geral se faz a criança calar imperativamente, admoestando-a, ou não admitindo que ela diga o que de antemão já se sabe que vai dizer; pior ainda se é para desculpar-se de alguma falta cometida. Isso cria um complexo de inferioridade, quer dizer, apodera-se da alma infantil uma espécie de timidez e temor à medida que tais passagens se repetem, e os pensamentos e palavras vão ficando entrecortados, como se as peças da razão se fossem travando umas com as outras.
Na juventude, ainda que de forma um tanto atenuada, acontecem análogas situações, que os mais ousados conseguem impedir, mas não os que foram oprimidos na infância por essa contrariedade.
É tal o hábito que esta deficiência impõe ao ser, que em muitos casos, já homem, fala como se não precisasse completar suas frases, na crença, sem dúvida, de que quem o escuta captou de antemão o que ele queria expressar. Procura fazer com que os demais entendam por antecipação o pensamento que resiste a ser pronunciado. Daí os tantos mal-entendidos com seus semelhantes, tantas contradições, sem que na maior parte das vezes ele possa explicar para si mesmo a que obedecem.
Buscar a forma de eliminar do ser humano essa anomalia psicológica, reeducando seu caráter até alcançar uma total emancipação da timidez que o oprime, é aplainar o caminho a todos os que sofrem as conseqüências de causas que, alheias ao bom sentir do coração, foram sendo repetidas de geração em geração, sem que se conseguisse descobrir em que consistia esse mal que tantos desassossegos e desditas sempre causou ao indivíduo.Trecho extraído de artigo da Coletânea da Revista Logosofia Tomo 1 p. 241 a 243
A dificuldade de expor o pensamento - Artigos Logosofia
Toda pessoa que carece de rapidez mental e não pode, além disso, expor seus pensamentos com clareza, dificilmente avança no caminho da vida, desta vida em que tão necessário é manter ágil o entendimento nas inúmeras circunstâncias que amiúde devem ser enfrentadas. Se se trata da vida dos negócios, bem sabemos quão indispensável é uma mente desperta e uma palavra fácil para encarar as mil situações que não admitem lentidão nem no pensamento, nem na palavra, nem na ação.
O mesmo acontece em todas as outras ordens da vida: um candidato, por exemplo, que vai em busca de um emprego, tem, se não sabe expor seu pensamento com clareza e rapidez, uns noventa e nove por cento de probabilidades a menos, se comparado a quem sabe fazê-lo melhor; nas tarefas de governo e, enfim, onde quer que o homem ou a mulher devam desempenhar funções de alguma importância, é igualmente imprescindível possuir essa facilidade na exposição do pensamento.
De que ou de onde provém tal deficiência ou anormalidade? Vejamos: é costume generalizado dos pais cortar a atitude espontânea dos filhos quando estes, seja na alegria, seja na dor, querem expor o que pensam ou sentem. Em geral se faz a criança calar imperativamente, admoestando-a, ou não admitindo que ela diga o que de antemão já se sabe que vai dizer; pior ainda se é para desculpar-se de alguma falta cometida. Isso cria um complexo de inferioridade, quer dizer, apodera-se da alma infantil uma espécie de timidez e temor à medida que tais passagens se repetem, e os pensamentos e palavras vão ficando entrecortados, como se as peças da razão se fossem travando umas com as outras.
Na juventude, ainda que de forma um tanto atenuada, acontecem análogas situações, que os mais ousados conseguem impedir, mas não os que foram oprimidos na infância por essa contrariedade.
É tal o hábito que esta deficiência impõe ao ser, que em muitos casos, já homem, fala como se não precisasse completar suas frases, na crença, sem dúvida, de que quem o escuta captou de antemão o que ele queria expressar. Procura fazer com que os demais entendam por antecipação o pensamento que resiste a ser pronunciado. Daí os tantos mal-entendidos com seus semelhantes, tantas contradições, sem que na maior parte das vezes ele possa explicar para si mesmo a que obedecem.
Buscar a forma de eliminar do ser humano essa anomalia psicológica, reeducando seu caráter até alcançar uma total emancipação da timidez que o oprime, é aplainar o caminho a todos os que sofrem as conseqüências de causas que, alheias ao bom sentir do coração, foram sendo repetidas de geração em geração, sem que se conseguisse descobrir em que consistia esse mal que tantos desassossegos e desditas sempre causou ao indivíduo.Trecho extraído de artigo da Coletânea da Revista Logosofia Tomo 1 p. 241 a 243
A dificuldade de expor o pensamento - Artigos Logosofia
Você já brigou com Deus? - Maria Silvia Orlovas
Como alguns de vocês sabem, minha mãe faleceu há algumas semanas e, justamente por conta disso, estava recolhida pensando em muitas coisas. Aproveito para mais uma vez agradecer a demonstração de carinho que recebi de muitos de vocês. Obrigada. E foi nesse momento que me deparei com esta pergunta na minha caixa de e-mails.Uma amiga querida, que hoje está morando na Austrália, escreveu contando que estava de mal com Deus. Alguns fatos da história já sabia porque conheço Marília há pelo menos dez anos, quando ela veio se consultar comigo. Na época, tinha acabado de se separar e queria se abrir para um novo amor. Depois de um tempo, conheceu um estrangeiro e foi morar com ele no exterior, levou o filho pequeno e começou vida nova. Nos anos seguintes, conversamos várias vezes. Soube que ela tentava engravidar, que o marido não era uma pessoa muito estável profissionalmente o que trazia muito estresse para a relação dos dois e, por fim, há uns 6 meses, fiquei sabendo que eles estavam mais uma vez estremecidos e pensando em se separar. Assim, Marília muitas vezes comentou comigo que se sentia triste, sem muita esperança no casamento, mas como era guerreira, sempre afirmou que não desistiria.Dona de uma enorme força interior, muitas vezes ela afirmou que com a graça de Deus superaria todos os obstáculos e nesses e-mails cheios de emoção ela me mandava junto lindas mensagens, orações musicadas, power points maravilhosos. Claro, que aqui do meu lado, compreendia que ela estava se armando de fé, e com aqueles e-mails desejava receber palavras de apoio dos amigos. O que era bastante normal. Mas, por outro lado, eu também sabia que não adiantava nada ficar tapando o sol com a peneira falando de superação das dificuldades no relacionamento porque quando se trata de relacionamento somente superamos alguma dificuldade se todas as pessoas envolvidas se dedicam juntas a melhorar. Não há como viver bem se um se transforma, se modifica, investe no casamento e o outro fica parado, acomodado no seu jeito de ser. Resumindo, as coisas se modificam quando cada um faz suas concessões, quando cada um se compromete com a mudança. Se apenas uma das partes quer mudar, não há sucesso.Mas confidencio a você, amigo leitor, que já briguei com Deus algumas vezes. Isso sempre aconteceu quando as coisas aconteciam contrariando a minha vontade ou expectativas. Briguei com Deus quando Ele me decepcionou nos resultados de investidas profundas da minha fé. Não foi fácil lidar com a decepção de coisas que desejei, investi, melhorei. Porque se decepcionar com Deus não é algo trivial. Normalmente, quando brigamos com Deus o fazemos porque colocamos nas mãos Dele coisas que achamos que podíamos confiar. Mas será que podemos entregar relacionamentos afetivos a Deus? Será que compete a Ele resolver mudanças de atitudes das pessoas? Será que Deus pode mudar o outro para que a gente se dê melhor com nosso marido, esposa ou filho? Será que Deus pode resolver essas coisas?Sinceramente, acho que não. E perceba, amigo leitor, que trabalho com consciência espiritual, ensino as pessoas a cantarem mantras, fazerem orações, enfim, conectarem-se com o divino. Mas ainda não encontrei uma forma fácil e objetiva de mudar as pessoas sem que elas participem. Podemos, sim, perdoar, enviar vibrações amorosas, vibrar pelo bem de nossa família e, com certeza, tudo isso ajuda o ambiente ficar mais leve e as pessoas mais felizes. Mas, algumas situações não podemos evitar. Não podemos, por exemplo, ludibriar a morte, ou a doença na família, nem mesmo um desemprego. Porém, quando enfrentamos uma situação como essa, se de fato temos uma conexão profunda, nossa fé não é abalada e encontramos forças para superação.Brigar com Deus não funciona. Ele, o Todo Poderoso, continua sendo o princípio de tudo e nós continuamos sendo quem somos, tristes, abalados pelas circunstâncias, ou confiantes apesar dos tropeços do caminho.Assim, amigo, se você se decepcionou com pessoas, relacionamentos ou resultados, levante as forças e tente observar o que está errado com você, e se não tiver nada errado siga em frente porque a vida sempre continua e momentos melhores virão para todos nós.
Você já brigou com Deus? - Maria Silvia Orlovas
Você já brigou com Deus? - Maria Silvia Orlovas
Receita para domingo a noite

Porque?
Só porque domingo a noite na cozinha, ninguém merece!
Simples, rápido e lindo em: receitas salgado veggie
"As receitas que saem da cozinha de casa estão ficando cada vez mais simples – e mais charmosas. A fase na qual a vida se encontra não é das mais favoráveis às panelas e por isso o pouco tempo que resta para minhas paixões culinárias deve ser muito bem aproveitado. Nada de ingredientes e procedimentos desnecessários, nada de complicações. Hoje, só preciso do bom, do lindo e do rápido. A lei do mínimo esforço aplicada à cozinha, mara maximizar o proveito.
Tarte de tomates com queijo- massa folhada pronta- 1 tomate- fatias de queijo de cabra firme- folhas de sálvia- azeite- sal e pimenta- ovo batidinho para pincelar
Abra a massa folhada.
Corte um pedaço no tamanho desejado (meça a largura do tomate mais cerca de 3cm e o comprimento de um palmo e meio).
Corte tiras de cerca de 1cm e grude com o ovo batido nas bordas da massa. Fure o fundo da massa com um garfo.
Disponha sobre a massa as fatias de tomate intercaladas com as fatias de queijo e folhas de sálvia. Salpique com sal e pimenta, regue com um fio de azeite, pincele levemente o ovo nas bordas e leve ao forno, preaquecido no médio, para assar até as bordas dourarem e o queijo derreter. Serve 2."
m i x i r i c a . c o m . b r dicas, receitas e notícias sobre o delicioso mundo da comida
Só porque domingo a noite na cozinha, ninguém merece!
Simples, rápido e lindo em: receitas salgado veggie
"As receitas que saem da cozinha de casa estão ficando cada vez mais simples – e mais charmosas. A fase na qual a vida se encontra não é das mais favoráveis às panelas e por isso o pouco tempo que resta para minhas paixões culinárias deve ser muito bem aproveitado. Nada de ingredientes e procedimentos desnecessários, nada de complicações. Hoje, só preciso do bom, do lindo e do rápido. A lei do mínimo esforço aplicada à cozinha, mara maximizar o proveito.
Tarte de tomates com queijo- massa folhada pronta- 1 tomate- fatias de queijo de cabra firme- folhas de sálvia- azeite- sal e pimenta- ovo batidinho para pincelar
Abra a massa folhada.
Corte um pedaço no tamanho desejado (meça a largura do tomate mais cerca de 3cm e o comprimento de um palmo e meio).
Corte tiras de cerca de 1cm e grude com o ovo batido nas bordas da massa. Fure o fundo da massa com um garfo.
Disponha sobre a massa as fatias de tomate intercaladas com as fatias de queijo e folhas de sálvia. Salpique com sal e pimenta, regue com um fio de azeite, pincele levemente o ovo nas bordas e leve ao forno, preaquecido no médio, para assar até as bordas dourarem e o queijo derreter. Serve 2."
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sábado, 17 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
O desenvolvimento espiritual é uma jornada íntima - Terra - Monica Buonfiglio
O desenvolvimento espiritual é uma jornada íntima - Terra - Monica Buonfiglio
É possível que uma pessoa seja mais elevada do que outra espiritualmente? Creio que não. Alguns podem ter um nível melhor de percepção, mas não deve existir nenhum tipo de hierarquia. Existem momentos em que buscamos Deus quando nos sentimos impotentes diante de um impasse, quando angustiados, com medo de morrer ou com o sentimento de abandono. Mas não precisamos Buscá-lo, pois Deus vem ao nosso encontro quando elevamos nossas preces a Ele.
Todos nós somos dotados de iguais capacidades, responsabilidades e alguns podem ter mais religiosidade em um determinado período, mas isso não significa que sejam melhores, pois somos espiritualmente iguais perante Deus.
Alguns estudiosos da espiritualidade não se desenvolvem como deveriam e sua energia vital permanece estagnada no chackra instintivo. O resultado é que acabam fazendo contatos espirituais distorcidos. Estes contatos são feitos na mesma frequência energética das pessoas: as esclarecidas recebem mensagens de luz; intermediárias recebem mensagens intermediárias; médiuns instintivos recebem energias igualmente instintivas; em alguma ocasião poderão ou não ter um melhor desenvolvimento da percepção quanto à vida, ao Todo e ao Uno.
É preciso harmonizar os chackras e crescer espiritualmente para contatar a Luz. Só conseguimos isso quando se cria condições apropriadas, através da leitura, orações (que nos colocam em diálogo com Deus), estudo e meditação que se transformam em conhecimento e depois em sabedoria.
Mas, pergunto: como é possível meditar com tagarelice? Como olhar para si mesmo se nos preocupamos com a vida dos outros? Existe a possibilidade de uma leitura profunda em meio a uma festa ou uma conversa banal? Ou de orar sem que haja um período anterior de concentração?
Podemos esclarecer que o desenvolvimento espiritual está ligado à energia chamada kundalini. Todos a possuem, ela é a própria energia vital representada por uma serpente que se insinua ao longo da coluna vertebral, do cóccix, ao alto da cabeça que começa em um ponto de energia localizado entre o ânus e o órgão sexual. Ela irá subir e passar por vários outros pontos energéticos ao longo do corpo, como o chackra supra-renal (localizado quatro dedos abaixo do umbigo), estômago (chackra solar), coração (chackra cardíaco), garganta (chackra laríngeo), entre os dois olhos (chackra da terceira visão), até sair por um ponto na moleira (chackra coronário).
A supremacia espiritual está localizada nos dois últimos chackras, o da terceira visão e o coronário. A energia vital deve sempre ascender em direção ao céu, pois caso contrário, se retornar, o ser humano se tornará instintivo, animalesco e apenas sexualizado.
O desenvolvimento espiritual é algo pessoal, uma jornada íntima, natural, que vai ao encontro a verdadeira essência com o Cristo Interno de cada um.
Quer saber mais sobre o trabalho de Monica Buonfiglio, ou entrar em contato com ela, clique aqui.
É possível que uma pessoa seja mais elevada do que outra espiritualmente? Creio que não. Alguns podem ter um nível melhor de percepção, mas não deve existir nenhum tipo de hierarquia. Existem momentos em que buscamos Deus quando nos sentimos impotentes diante de um impasse, quando angustiados, com medo de morrer ou com o sentimento de abandono. Mas não precisamos Buscá-lo, pois Deus vem ao nosso encontro quando elevamos nossas preces a Ele.
Todos nós somos dotados de iguais capacidades, responsabilidades e alguns podem ter mais religiosidade em um determinado período, mas isso não significa que sejam melhores, pois somos espiritualmente iguais perante Deus.
Alguns estudiosos da espiritualidade não se desenvolvem como deveriam e sua energia vital permanece estagnada no chackra instintivo. O resultado é que acabam fazendo contatos espirituais distorcidos. Estes contatos são feitos na mesma frequência energética das pessoas: as esclarecidas recebem mensagens de luz; intermediárias recebem mensagens intermediárias; médiuns instintivos recebem energias igualmente instintivas; em alguma ocasião poderão ou não ter um melhor desenvolvimento da percepção quanto à vida, ao Todo e ao Uno.
É preciso harmonizar os chackras e crescer espiritualmente para contatar a Luz. Só conseguimos isso quando se cria condições apropriadas, através da leitura, orações (que nos colocam em diálogo com Deus), estudo e meditação que se transformam em conhecimento e depois em sabedoria.
Mas, pergunto: como é possível meditar com tagarelice? Como olhar para si mesmo se nos preocupamos com a vida dos outros? Existe a possibilidade de uma leitura profunda em meio a uma festa ou uma conversa banal? Ou de orar sem que haja um período anterior de concentração?
Podemos esclarecer que o desenvolvimento espiritual está ligado à energia chamada kundalini. Todos a possuem, ela é a própria energia vital representada por uma serpente que se insinua ao longo da coluna vertebral, do cóccix, ao alto da cabeça que começa em um ponto de energia localizado entre o ânus e o órgão sexual. Ela irá subir e passar por vários outros pontos energéticos ao longo do corpo, como o chackra supra-renal (localizado quatro dedos abaixo do umbigo), estômago (chackra solar), coração (chackra cardíaco), garganta (chackra laríngeo), entre os dois olhos (chackra da terceira visão), até sair por um ponto na moleira (chackra coronário).
A supremacia espiritual está localizada nos dois últimos chackras, o da terceira visão e o coronário. A energia vital deve sempre ascender em direção ao céu, pois caso contrário, se retornar, o ser humano se tornará instintivo, animalesco e apenas sexualizado.
O desenvolvimento espiritual é algo pessoal, uma jornada íntima, natural, que vai ao encontro a verdadeira essência com o Cristo Interno de cada um.
Quer saber mais sobre o trabalho de Monica Buonfiglio, ou entrar em contato com ela, clique aqui.
domingo, 4 de abril de 2010
Crescer - NOTÍCIAS - Coloque-se no lugar de seu filho
Crescer - NOTÍCIAS - Coloque-se no lugar de seu filho
Coloque-se no lugar de seu filho
Vocês são pais excelentes, claro, mas já parou para pensar se você realmente entende o seu filho? Já imaginou uma nova forma de ouvir e conversar? Essa é a proposta da psicóloga Dina Azrak, em seu novo livro A linguagem da empatia. Saiba mais
Bruna Menegueço
Após um dia cheio de tarefas, estresse e trânsito, você chega atrasada para buscar sua filha na escola. A professora, com cara de poucos amigos, pergunta se você esqueceu a criança. Para completar, você percebe que sua filha está chateada com o atraso. No carro, pelo retrovisor, dá para perceber que ela não quer papo. Mas você tenta: -Poxa, filha, não vai dar nem um sorrisinho para a mamãe? A menina cruza os braços, enfezada. -Então, você acha que a mamãe se atrasou de propósito, né? Deveria se sentir grata por eu vir buscá-la depois desse dia tão difícil.Se você se identificou com essa situação, vai adorar os conselhos da psicóloga Dina Azark, autora do livro recém-lançado A linguagem da empatia (Ed. Summus, R$ 29,90). Nesse livro, a especialista ensina um novo " idioma " que promete melhorar o relacionamento entre filhos e pais – o criancês. Essa linguagem baseia apenas em se comunicar com as crianças de maneira atenciosa, protegendo seus sentimentos, evitando as avaliações e os julgamentos tão automáticos que fazemos o tempo todo. “No começo, vai parecer artificial, mas não desanime”, diz a autora.O livro dá sugestões práticas de como os pais poderiam agir. No " criancês ", a situação acima poderia se desenrolar de forma diferente.-Puxa, estou vendo uma menina bem zangada no banco de trás. (Com essa frase, a mãe muda o foco da discussão e capta os sentimentos da filha. Abre-se um canal de sintonia afetiva entre elas). -Estou muito, muito brava! -Hummm... (Essa interjeição reconhece o sentimento da criança em vez de negá-lo. -Você demorou! Fiquei com medo que você não viesse me buscar mais. -Eu garanto que você não iria dormir na escola.Veja algumas dicas para testar essa linguagem no seu dia a dia:• Ouça seu filho com toda a atenção. Falar para um pai desatento é desencorajador. Muitas vezes, a criança só precisa de um silêncio acolhedor. • Compreenda os sentimentos do seu filho. Em vez de fazer perguntas e oferecer conselhos que julgam, reconheça o que ele está sentindo com uma palavra. Pode ser um “Oh”, “Hum”, “Sei”. • Dê nome aos sentimentos da criança. É confortante para ela saber que alguém reconheceu o que está vivenciando: “Isso deve deixar você com raiva mesmo”. • Realize os desejos da criança brincando com a fantasia. Se não puder atender aos desejos do seu filho, não explique com tanta lógica: “Qual super-herói você gostaria de ser para nos tirar desse trânsito?” • Não ameace seu filho, explique, acrescente uma informação. Ao surpreender o filho de 4 anos escrevendo na parede, diga com voz firme: “As paredes não forma feitas para escrever. O papel, sim!”. Se você tivesse o ameaçado, a criança entenderia como um desafio, ficaria mais ansiosa e faria novamente. • Ponha-se no lugar do seu filho. Quando você inverte os papéis, consegue entender a reação da criança e fica mais fácil, conversar e resolver. • Use a criatividade para resolver as confusões do dia a dia com seus filhos. Uma boa dica é escrever um bilhete. Essa ideia serviu direitinho para um casal que gostaria de dormir um pouco mais aos domingos, mas era impossível porque as crianças corriam para o quarto assim que acordavam. Uma manhã, eles encontraram um cartaz na porta: FAROL VERMELHO – PAPAI E MAMÃE DORMINDO. As crianças atenderam ao pedido e voltaram mais tarde. O cartaz, então, dizia: FAROL VERDE – QUEREMOS BEIJINHOS DE BOM DIA!
Coloque-se no lugar de seu filho
Vocês são pais excelentes, claro, mas já parou para pensar se você realmente entende o seu filho? Já imaginou uma nova forma de ouvir e conversar? Essa é a proposta da psicóloga Dina Azrak, em seu novo livro A linguagem da empatia. Saiba mais
Bruna Menegueço
Após um dia cheio de tarefas, estresse e trânsito, você chega atrasada para buscar sua filha na escola. A professora, com cara de poucos amigos, pergunta se você esqueceu a criança. Para completar, você percebe que sua filha está chateada com o atraso. No carro, pelo retrovisor, dá para perceber que ela não quer papo. Mas você tenta: -Poxa, filha, não vai dar nem um sorrisinho para a mamãe? A menina cruza os braços, enfezada. -Então, você acha que a mamãe se atrasou de propósito, né? Deveria se sentir grata por eu vir buscá-la depois desse dia tão difícil.Se você se identificou com essa situação, vai adorar os conselhos da psicóloga Dina Azark, autora do livro recém-lançado A linguagem da empatia (Ed. Summus, R$ 29,90). Nesse livro, a especialista ensina um novo " idioma " que promete melhorar o relacionamento entre filhos e pais – o criancês. Essa linguagem baseia apenas em se comunicar com as crianças de maneira atenciosa, protegendo seus sentimentos, evitando as avaliações e os julgamentos tão automáticos que fazemos o tempo todo. “No começo, vai parecer artificial, mas não desanime”, diz a autora.O livro dá sugestões práticas de como os pais poderiam agir. No " criancês ", a situação acima poderia se desenrolar de forma diferente.-Puxa, estou vendo uma menina bem zangada no banco de trás. (Com essa frase, a mãe muda o foco da discussão e capta os sentimentos da filha. Abre-se um canal de sintonia afetiva entre elas). -Estou muito, muito brava! -Hummm... (Essa interjeição reconhece o sentimento da criança em vez de negá-lo. -Você demorou! Fiquei com medo que você não viesse me buscar mais. -Eu garanto que você não iria dormir na escola.Veja algumas dicas para testar essa linguagem no seu dia a dia:• Ouça seu filho com toda a atenção. Falar para um pai desatento é desencorajador. Muitas vezes, a criança só precisa de um silêncio acolhedor. • Compreenda os sentimentos do seu filho. Em vez de fazer perguntas e oferecer conselhos que julgam, reconheça o que ele está sentindo com uma palavra. Pode ser um “Oh”, “Hum”, “Sei”. • Dê nome aos sentimentos da criança. É confortante para ela saber que alguém reconheceu o que está vivenciando: “Isso deve deixar você com raiva mesmo”. • Realize os desejos da criança brincando com a fantasia. Se não puder atender aos desejos do seu filho, não explique com tanta lógica: “Qual super-herói você gostaria de ser para nos tirar desse trânsito?” • Não ameace seu filho, explique, acrescente uma informação. Ao surpreender o filho de 4 anos escrevendo na parede, diga com voz firme: “As paredes não forma feitas para escrever. O papel, sim!”. Se você tivesse o ameaçado, a criança entenderia como um desafio, ficaria mais ansiosa e faria novamente. • Ponha-se no lugar do seu filho. Quando você inverte os papéis, consegue entender a reação da criança e fica mais fácil, conversar e resolver. • Use a criatividade para resolver as confusões do dia a dia com seus filhos. Uma boa dica é escrever um bilhete. Essa ideia serviu direitinho para um casal que gostaria de dormir um pouco mais aos domingos, mas era impossível porque as crianças corriam para o quarto assim que acordavam. Uma manhã, eles encontraram um cartaz na porta: FAROL VERMELHO – PAPAI E MAMÃE DORMINDO. As crianças atenderam ao pedido e voltaram mais tarde. O cartaz, então, dizia: FAROL VERDE – QUEREMOS BEIJINHOS DE BOM DIA!
sábado, 27 de março de 2010
Chico Xavier, e suas vidas! | Magia Zen
Chico Xavier, e suas vidas! Magia Zen
Em 2 de abril de 2010, data em que Chico Xavier completaria 100 anos, estreia Chico Xavier - O Filme, baseado na biografia “As Vidas de Chico Xavier”.
Francisco Cândido Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 - Uberaba, 30 de junho de 2002), nascido como Francisco de Paula Cândido e mais conhecido popularmente por Chico Xavier, notabilizou-se como médium e célebre divulgador doEspiritismo no Brasil.
Educado na fé católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs.
Chico é lembrado principalmente por suas obras assistenciais em Uberaba, cidade onde faleceu. Nos anos 1970 passou a ajudar pessoas pobres com o dinheiro da vendagem de seus livros, tendo para tanto criado uma fundação.
Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade. Ele dizia ver e ouvir os espíritos e conversava com eles. Aos 5 anos conversava com a mãe, já desencarnada.
No mês de maio de 1927, participou de uma sessão espírita onde vê o espírito de sua mãe, que lhe aconselha ler as obras de Allan Kardec, em junho ajudou a fundar o Centro Espírita Luiz Gonzaga, e em julho inicia os trabalhos de psicografia escrevendo 17 páginas. Em 1928, aos 18 anos, começou a publicar suas primeiras mensagens psicografadas nos jornais O Jornal, do Rio de Janeiro, e Almanaque de Notícias, de Portugal.
Chico Xavier desencarnou (faleceu) aos 92 anos de idade em decorrência de parada cardíaca. Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste com seupassamento. O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol de 2002 no dia de seu falecimento.
Chico Xavier psicografou 451 livros, sendo 39 publicados após a morte. Nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros. Vendeu mais de 50 milhões de exemplares em português, com traduções em inglês, espanhol, japonês, esperanto, italiano, russo, romeno, mandarim, sueco e braile. Psicografou cerca de 10 mil cartas de mortos para suas famílias. Cedeu os direitos autorais para organizações espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro.
“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”Chico Xavier
Em 2 de abril de 2010, data em que Chico Xavier completaria 100 anos, estreia Chico Xavier - O Filme, baseado na biografia “As Vidas de Chico Xavier”.
Francisco Cândido Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 - Uberaba, 30 de junho de 2002), nascido como Francisco de Paula Cândido e mais conhecido popularmente por Chico Xavier, notabilizou-se como médium e célebre divulgador doEspiritismo no Brasil.
Educado na fé católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs.
Chico é lembrado principalmente por suas obras assistenciais em Uberaba, cidade onde faleceu. Nos anos 1970 passou a ajudar pessoas pobres com o dinheiro da vendagem de seus livros, tendo para tanto criado uma fundação.
Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade. Ele dizia ver e ouvir os espíritos e conversava com eles. Aos 5 anos conversava com a mãe, já desencarnada.
No mês de maio de 1927, participou de uma sessão espírita onde vê o espírito de sua mãe, que lhe aconselha ler as obras de Allan Kardec, em junho ajudou a fundar o Centro Espírita Luiz Gonzaga, e em julho inicia os trabalhos de psicografia escrevendo 17 páginas. Em 1928, aos 18 anos, começou a publicar suas primeiras mensagens psicografadas nos jornais O Jornal, do Rio de Janeiro, e Almanaque de Notícias, de Portugal.
Chico Xavier desencarnou (faleceu) aos 92 anos de idade em decorrência de parada cardíaca. Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste com seupassamento. O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol de 2002 no dia de seu falecimento.
Chico Xavier psicografou 451 livros, sendo 39 publicados após a morte. Nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros. Vendeu mais de 50 milhões de exemplares em português, com traduções em inglês, espanhol, japonês, esperanto, italiano, russo, romeno, mandarim, sueco e braile. Psicografou cerca de 10 mil cartas de mortos para suas famílias. Cedeu os direitos autorais para organizações espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro.
“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”Chico Xavier
sexta-feira, 26 de março de 2010
YouTube - 'Eat, Pray, Love' Trailer HD
YouTube - 'Eat, Pray, Love' Trailer HD
Essa foi a base da minha inspiração para este blog.
O livro é maravilhoso!!!
Mexeu comigo e com a forma de usar minha conversa interior.
Essa foi a base da minha inspiração para este blog.
O livro é maravilhoso!!!
Mexeu comigo e com a forma de usar minha conversa interior.
terça-feira, 23 de março de 2010
ESCUTE A VOZ QUE VEM DE DENTRO

Autor Desconhecido
Felicidade não vem dos outros. Vem de Você. Só Você tem o dom de transformar sua vida. Se está esperando outras pessoas mudarem, fazerem ou trabalharem para sua felicidade, vai esperar eternamente, porque felicidade é obra somente sua.
Tudo que é valioso vem de dentro. A pérola está dentro da concha. O ouro está guardado dentro da terra ou dentro da água. O valor do livro está dentro das páginas. O tesouro está protegido dentro do cofre. Por que o reino do céu está fora? Fora de nós? O reino do céu está dentro de nós.
Buscamos sermos felizes por fora. Queremos aquela carreira profissional. Queremos aquele homem ou aquela mulher. Desejamos possuir um belo físico. Almejamos o carro do ano, o mais moderno do que o dos amigos. Queremos a roupa mais vistosa e, se possível, com marca famosa. Fazemos de tudo para sermos o mais popular entre os amigos ... Buscamos a felicidade por fora de nós. Por isso somos tão infelizes. Ninguém pode fazer o outro feliz. Só ele mesmo.
Não faça promessas impossíveis do tipo: benzinho farei você muito feliz! É muita responsabilidade. Podemos compartilhar felicidade com outra pessoa e não trabalhar dentro dela porque isso é obra individual. Nem Deus mexe com o interior do homem. Cada criatura é um universo único.
Não queira ser igual ao outro. Não queira copiar o outro, o que ele veste, o que ele faz ou o que ele fala. Seja Você mesmo. Não copie.
Não se prenda com as opiniões dos outros. Se Você acha que é assim diga “eu acho assim”. Não se preocupe com as opiniões de fora, se preocupe com a sua opinião – de dentro de Você.
Claro que se fizer algo errado ou que ofenda ou machuque, procure se corrigir. Há leis que temos que respeitar, leis humanas e divinas. Seja sincero, se não quer ou não gosta de algo, diga: “não gosto”. E se ouvir algo que não gostou, não se sinta infeliz. Não ligue. Não ligar é não se deixar ofender, magoar. Não é o outro que fez Você se magoar, é Você que se deixou magoar ou ofender. Você é que escolhe o que vai sentir e não a outra pessoa. Os outros não mexem em nosso sentimento, só nós. Eles estão fora, nós estamos dentro. Não se envergonhe daquilo que sentiu. Sentir é humano. Só as pedras não sentem raiva, orgulho, vaidade, amor, alegria ... Procure conhecer o grau dos seus sentimentos e assim, seja senhor deles, e não escravo. Não reprima aquele sentimento que o faz se envergonhar. Eduque-o. Reprimir um sentimento é reprimir todos. Repressão traz doenças na alma.
Assuma seus erros e se perdoe. O erro leva-nos ao acerto e o acerto nos leva à ascensão.
Outra coisa importante é sobre o apego. Não nos apeguemos às coisas, às pessoas ou situações. Um dia as coisas serão transferidas para outros “donos”, as pessoas partirão e as situações se modificarão. Nada está parado no Universo. Os que param, estacionam. Mudança é progresso. As pessoas nascem sozinhas, morrem sozinhas e sozinhas viajam pela eternidade. Não fique na dependência do outro, deixe o outro livre para crescer também. Cada viajante carrega a sua própria mala e esta mala se chama experiência. A experiência é individual.
Não fique preso às coisas de fora. Ouçamos a voz que chama e ela está no nosso universo interno. Essa voz está nos convocando para entrar dentro de nós e nos pergunta: quem somos? Temos que saber a resposta.
Ligue-se consigo antes de se ligar às outras pessoas. A solidão que está reinando em toda humanidade nos dias atuais veio, justamente, para facilitar esse conhecimento. Quando estamos em lua de mel com nossos amores, amigos e família, não temos tempo para entrar no nosso reino do céu. O tempo urge e a urgência do auto-conhecimento do homem é para fazê-lo
Nascer. O nascimento é de dentro para fora. Conhece-te a ti mesmo. Quem és, de onde vens e para onde vais?
sexta-feira, 12 de março de 2010
O que revela essa linda história

Marley e Eu (Marley and Me) é filme recente lançado simultaneamente em vários países na virada do ano 2008-2009. Deverá estar disponível em DVD em junho de 2009. O filme traz os conhecidos rostos de Owen Wilson e Jennifer Aniston e uma história que prende o interesse do começo ao fim. É baseado em fatos reais, originalmente narrados por John Grogan, personagem no filme e na vida real, em seu primeiro livro (2005) do mesmo nome do filme, que rapidamente virou best-seller nos Estados Unidos. Ele apresenta o relato de dois jornalistas, recém-casados e recém-chegados à Flórida. Eles constroem suas vidas profissionais e como casal, enfrentando positivamente as incertezas e lutas da jornada, com muito amor e fidelidade, enquanto vivenciam o crescimento da família com a chegada dos filhos.
Não é filme evangélico, mas nessa era, em que os valores cristãos são sistematicamente desrespeitados ou apresentados como ultrapassados e anacrônicos, o filme vem como uma lufada de ar fresco em um mundo saturado pelo ar estagnado da morte intelectual e moral. O elo de ligação da história é o cachorro do casal: Marley; no entanto, a narrativa transcende os episódios decididamente engraçados e bem humorados vividos pelo enorme animal. Com sua postura atrapalhada e incorrigível, Marley tanto traz alegria, como muita confusão e problemas ao jovem casal. Os filhos vão chegando e com eles maior complexidade à vida de cada um, mas o desenrolar da história vai se ancorando em princípios que realmente resultam em casamentos estáveis e na felicidade dos cônjuges. Não quero dar os detalhes da história, nem revelar o que acontece, mas destaco os seguintes pontos positivos, que podem tanto servir de exemplo para jovens, como também para reuniões de casais, que fariam bem vendo e discutindo os temas, conforme eles vão transparecendo no filme:
1. Há felicidade real no casamento – Grogan não tem uma vida profissional bem resolvida. Semelhantemente a uma enorme maioria das pessoas, o que realmente ele gosta de fazer, não é o que faz. As oportunidades são paralelas, mas não exatas às projeções feitas por ele mesmo, ou por sua esposa. Ele tem que aprender a viver com os caminhos misteriosos que Deus descortina à nossa vida. No entanto, no casamento os dois se apóiam mutuamente. Discutem as questões, procuram agradar um ao outro. Demonstram amor real. Por vezes sacrificam-se um pelo outro, em um reflexo do verdadeiro amor registrado em 1 Coríntios 13.5: o amor “não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal”. Grogan tem um amigo, desde a universidade, colega de profissão; o Sebastian. Contrastando com a estabilidade matrimonial de Grogan seu amigo é o que se chama comumente de “solteiro inveterado”. Aquela categoria que, aparentemente, goza de liberdade e está sempre pulando de um relacionamento a outro. Se tivermos a percepção aguçada, entretanto, veremos que essa suposta felicidade cobra o pedágio da solidão, da impropriedade e da sonegação de todos os benefícios trazidos com a responsabilidade bíblica do casamento. Basta observar o avançar dos anos e o aprofundamento do relacionamento do casal, contrastando com o insucesso do Sebastian na manutenção de um relacionamento real, intencionado por Deus, quando fez “dois em uma só carne”.
2. O tratamento dos animais é revelador do caráter das pessoas – Provérbios 12.10 diz: “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel”. O filme apresenta o cuidado e carinho com o Marley, animal de estimação escolhido pelos dois. O cachorro serve como professor involuntário de paciência, determinação, devoção, reconhecimento e abnegação, para o casal e, depois, aos filhos. Ou talvez um animal de estimação desperte essas características das pessoas, formadas à imagem e semelhança de Deus, que se encontram obscurecidas pelo pecado. Mas temos de reconhecer que mesmo os descrentes são possibilitados pela Graça Comum de Deus a terem esses sentimentos e de demonstrarem traços de caráter que emulam os ideais bíblicos comportamentais. Se é assim com os que não temem a Deus, quanto mais nós, cristãos, deveríamos demonstrar esse exemplo de caráter, em nossas vidas, conhecedores que somos “das coisas do Espírito”. Realmente, é inegável que a Palavra indica que o tratamento dos animais revela a índole das pessoas. Jacó, na ocasião de sua morte, ao avaliar os seus filhos (Gn 49.5 e 6), fala contra Simeão e Levi que, em “sua vontade perversa” mutilaram touros com suas espadas. Jacó os caracteriza como violentos e furiosos.
3. A fidelidade é demandada, no casamento – esse é o projeto divino (Mateus 19.3-11). O casal do filme enfrenta fases serenas e fases difíceis. Tempos de bonança e ocasiões de tempestades. No entanto há um vínculo de fidelidade que faz com que o mero pensamento de quebra dos laços matrimoniais seja algo rejeitado de imediato, quando sugerido, pelo amigo “solteirão”. Do lado da esposa, a reflexão séria afasta qualquer intenção de abandono do lar.
4. Os filhos são uma bênção, no lar – Esse é um princípio encontrado em diversos trechos das Escrituras, como no Salmo 127.3: “Herança do Senhor são os filhos”. O casal do filme inicialmente protela ter filhos, mas logo fica evidente que algo está faltando na família. Cada filho chega com suas dificuldades, e dando muito trabalho; mas a bênção de cada um vai ficando evidente no desenrolar da história. Os comentários e conselhos que o casal recebe, revela, também, como os filhos representam, realmente, uma dádiva ao casamento, mesmo por aqueles que menosprezam o valor de sua própria prole.
Não quero dar a impressão que o filme, sobre um animal de estimação, é um manual conjugal. É simplesmente uma ocasião de diversão, com muito humor, muitas risadas, muita alegria; mas igualmente com muita seriedade e sempre sobre um pano de fundo de um casamento estável, valorizado e feliz. Muitos terapeutas têm escrito sobre a validade dos animais de estimação, até porque desviam a atenção das crianças delas próprias e possibilitam que se concentrem também no bem estar de uma criatura que passa a depender delas (e da família) para o seu cuidado e bem estar. O filme mostra esse ponto, também.
A história é contada com muita competência, sem cenas melosas ou piegas demais; com bastante ação e movimentação. O fato do filme estar baseado em uma história real, para mim, despertou maior interesse. Verifiquei, também, como é importante o registro da história da família, como fez Grogan, ainda que motivado por razões profissionais (era jornalista, e crônicas eram a sua função), mas tais registros foram servindo de referenciais à família e, principalmente, aos filhos. Hoje em dia, damos pouca importância aos registros da nossa história, mas esses servem muito ao proveito dos nossos próprios familiares, e isso fica evidente, no filme. Recomendo que o assistam. Não é necessariamente um filme para crianças. Mesmo sem cenas de sexo, há momentos da intimidade do casal que são mais adequados a adolescentes maduros ou para os adultos. Ah, ia esquecendo! Prepare o lenço, pois a dose de emoção, especialmente para quem já teve algum animal de estimação, que pode ter diversas memórias despertadas, é bastante intenso e profundo. Em paralelo às risadas, as lágrimas, com certeza, vão aflorar em diversos momentos. Na realidade, uma espectadora (notem o gênero), uma fila à frente, chegou a soluçar audivelmente, quem sabe, lembrando algum animalzinho de estimação em sua vida!
Autor: Solano Portela
Extraído do Site O Tempora o Mores!
Não é filme evangélico, mas nessa era, em que os valores cristãos são sistematicamente desrespeitados ou apresentados como ultrapassados e anacrônicos, o filme vem como uma lufada de ar fresco em um mundo saturado pelo ar estagnado da morte intelectual e moral. O elo de ligação da história é o cachorro do casal: Marley; no entanto, a narrativa transcende os episódios decididamente engraçados e bem humorados vividos pelo enorme animal. Com sua postura atrapalhada e incorrigível, Marley tanto traz alegria, como muita confusão e problemas ao jovem casal. Os filhos vão chegando e com eles maior complexidade à vida de cada um, mas o desenrolar da história vai se ancorando em princípios que realmente resultam em casamentos estáveis e na felicidade dos cônjuges. Não quero dar os detalhes da história, nem revelar o que acontece, mas destaco os seguintes pontos positivos, que podem tanto servir de exemplo para jovens, como também para reuniões de casais, que fariam bem vendo e discutindo os temas, conforme eles vão transparecendo no filme:
1. Há felicidade real no casamento – Grogan não tem uma vida profissional bem resolvida. Semelhantemente a uma enorme maioria das pessoas, o que realmente ele gosta de fazer, não é o que faz. As oportunidades são paralelas, mas não exatas às projeções feitas por ele mesmo, ou por sua esposa. Ele tem que aprender a viver com os caminhos misteriosos que Deus descortina à nossa vida. No entanto, no casamento os dois se apóiam mutuamente. Discutem as questões, procuram agradar um ao outro. Demonstram amor real. Por vezes sacrificam-se um pelo outro, em um reflexo do verdadeiro amor registrado em 1 Coríntios 13.5: o amor “não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal”. Grogan tem um amigo, desde a universidade, colega de profissão; o Sebastian. Contrastando com a estabilidade matrimonial de Grogan seu amigo é o que se chama comumente de “solteiro inveterado”. Aquela categoria que, aparentemente, goza de liberdade e está sempre pulando de um relacionamento a outro. Se tivermos a percepção aguçada, entretanto, veremos que essa suposta felicidade cobra o pedágio da solidão, da impropriedade e da sonegação de todos os benefícios trazidos com a responsabilidade bíblica do casamento. Basta observar o avançar dos anos e o aprofundamento do relacionamento do casal, contrastando com o insucesso do Sebastian na manutenção de um relacionamento real, intencionado por Deus, quando fez “dois em uma só carne”.
2. O tratamento dos animais é revelador do caráter das pessoas – Provérbios 12.10 diz: “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel”. O filme apresenta o cuidado e carinho com o Marley, animal de estimação escolhido pelos dois. O cachorro serve como professor involuntário de paciência, determinação, devoção, reconhecimento e abnegação, para o casal e, depois, aos filhos. Ou talvez um animal de estimação desperte essas características das pessoas, formadas à imagem e semelhança de Deus, que se encontram obscurecidas pelo pecado. Mas temos de reconhecer que mesmo os descrentes são possibilitados pela Graça Comum de Deus a terem esses sentimentos e de demonstrarem traços de caráter que emulam os ideais bíblicos comportamentais. Se é assim com os que não temem a Deus, quanto mais nós, cristãos, deveríamos demonstrar esse exemplo de caráter, em nossas vidas, conhecedores que somos “das coisas do Espírito”. Realmente, é inegável que a Palavra indica que o tratamento dos animais revela a índole das pessoas. Jacó, na ocasião de sua morte, ao avaliar os seus filhos (Gn 49.5 e 6), fala contra Simeão e Levi que, em “sua vontade perversa” mutilaram touros com suas espadas. Jacó os caracteriza como violentos e furiosos.
3. A fidelidade é demandada, no casamento – esse é o projeto divino (Mateus 19.3-11). O casal do filme enfrenta fases serenas e fases difíceis. Tempos de bonança e ocasiões de tempestades. No entanto há um vínculo de fidelidade que faz com que o mero pensamento de quebra dos laços matrimoniais seja algo rejeitado de imediato, quando sugerido, pelo amigo “solteirão”. Do lado da esposa, a reflexão séria afasta qualquer intenção de abandono do lar.
4. Os filhos são uma bênção, no lar – Esse é um princípio encontrado em diversos trechos das Escrituras, como no Salmo 127.3: “Herança do Senhor são os filhos”. O casal do filme inicialmente protela ter filhos, mas logo fica evidente que algo está faltando na família. Cada filho chega com suas dificuldades, e dando muito trabalho; mas a bênção de cada um vai ficando evidente no desenrolar da história. Os comentários e conselhos que o casal recebe, revela, também, como os filhos representam, realmente, uma dádiva ao casamento, mesmo por aqueles que menosprezam o valor de sua própria prole.
Não quero dar a impressão que o filme, sobre um animal de estimação, é um manual conjugal. É simplesmente uma ocasião de diversão, com muito humor, muitas risadas, muita alegria; mas igualmente com muita seriedade e sempre sobre um pano de fundo de um casamento estável, valorizado e feliz. Muitos terapeutas têm escrito sobre a validade dos animais de estimação, até porque desviam a atenção das crianças delas próprias e possibilitam que se concentrem também no bem estar de uma criatura que passa a depender delas (e da família) para o seu cuidado e bem estar. O filme mostra esse ponto, também.
A história é contada com muita competência, sem cenas melosas ou piegas demais; com bastante ação e movimentação. O fato do filme estar baseado em uma história real, para mim, despertou maior interesse. Verifiquei, também, como é importante o registro da história da família, como fez Grogan, ainda que motivado por razões profissionais (era jornalista, e crônicas eram a sua função), mas tais registros foram servindo de referenciais à família e, principalmente, aos filhos. Hoje em dia, damos pouca importância aos registros da nossa história, mas esses servem muito ao proveito dos nossos próprios familiares, e isso fica evidente, no filme. Recomendo que o assistam. Não é necessariamente um filme para crianças. Mesmo sem cenas de sexo, há momentos da intimidade do casal que são mais adequados a adolescentes maduros ou para os adultos. Ah, ia esquecendo! Prepare o lenço, pois a dose de emoção, especialmente para quem já teve algum animal de estimação, que pode ter diversas memórias despertadas, é bastante intenso e profundo. Em paralelo às risadas, as lágrimas, com certeza, vão aflorar em diversos momentos. Na realidade, uma espectadora (notem o gênero), uma fila à frente, chegou a soluçar audivelmente, quem sabe, lembrando algum animalzinho de estimação em sua vida!
Autor: Solano Portela
Extraído do Site O Tempora o Mores!
quinta-feira, 11 de março de 2010
Ensinamentos budistas
Sigo a Filosofia do Yoga, que é uma ciência, um método para a união espiritual. O objetivo final do yoga é alcançar a experiência constante do Ser divino dentro de nós
E, gosto muito da Psicologia do Budismo Tibetano. Assim, gostaria de contemplar um pouco sobre AS QUATRO NOBRES VERDADES do Budismo. São elas:
1. O sofrimento existe.2. O sofrimento tem suas causas.3. É possível eliminar essas causas.4. Existe um caminho para eliminá-las.
Essas verdades são semelhantes a uma receita médica: diagnóstico da doença, a causa desta doença, o remédio para curá-la e a receita de como tomá-lo.
É um médoto para crescermos espiritualmente que nos ajudará a superar nossas ideias limitadas sobre nós mesmos e a abrir nosso coração para sentir compaixão, bondade e ter uma melhor comunicação com o outro.
A PRIMEIRA NOBRE VERDADE: “O sofrimento existe”
Esse é um ponto inicial da lógica do Budismo: a constatação da existência do sofrimento e de que todos os seres estão sujeitos a ele.
Entenda que não é uma filosofia pessimista nem derrotista. Ela nos ensina que podemos despertar nossa sabedoria para não sofrer com o sofrimento.
É difícil lidar com o sofrimento das separações, do envelhecimento, das doenças, da morte. Sentimos como se não fosse justo ou correto sofrer esses processos.
No entanto, se não houvesse o sofrimento não seria preciso buscar a sabedoria e a coragem de superar a dor. É a consciência do sofrimento que gera a energia da sabedoria e não o sofrimento em si mesmo.
A dor em si não purifica nada. Sofrer sem sabedoria é acumular mais dor e confusão. Para nos libertarmos de um sofrimento, temos que nos desapegar dele. É importante transformá-lo em autoconhecimento, humildade, paciência.
Como disse Dalai Lama: “O sofrimento aumenta nossa força interior”.
A SEGUNDA NOBRE VERDADE: ‘O sofrimento tem suas causas”
Essa nobre verdade se refere à origem do sofrimento. A causa principal do sofrimento é ter uma visão incorreta da realidade: pensar que tudo pode durar para sempre. É não aceitar a impermanência da vida e das coisas.
Assim, surge o apego, a raiva e a ignorância, que são três venenos mentais.
Interpretamos a realidade como positiva ou negativa de acordo com nossas projeções mentais. O mecanismo da projeção interfere nas circunstâncias de nossa vida e no modo como vemos as situações e pessoas.
O sofrimento é causado pelo apego ao eu, pelo interesse do nosso ego voltado para si próprio. A nossa aversão ao sofrimento atrai negatividades e obstáculos, que trazem ansiedade nervosa, medos e expectativas para nossas vidas.
É importante purificar essa mente voltada somente para si mesma com todos seus apegos e desejos egoístas. É preciso procurar manter um estado de relaxamento, de aceitação e abertura diante de tudo e de todos.
TERCEIRA NOBRE VERDADE: “É possível eliminar as causas do sofrimento”
Essa nobre verdade se refere à cessação do sofrimento. Podemos nos libertar do sofrimento. Não temos que ficar sofrendo para sempre. Desse modo, aceitamos o sofrimento para transformá-lo, e não como uma punição ou uma cruz que temos que carregar.
Lama Michel Rinpoche disse “Sofrimento é ter apego à dor. Uma coisa é a gente ter dor e sofrer com isso, outra é dizer: ‘Está doendo, mas por que vou sofrer, passar mal? ‘ Dor e sofrimento são coisas diferentes. Uma coisa é a gente ter dor, e outra é ter sofrimento. Você pode ter a dor e não achar que ela é algo ruim, pode transformá-la”.
Podemos abandonar as emoções destrutivas e os venenos da mente. (Clique aqui e leia sobre os três venenos da mente).
QUARTA NOBRE VERDADE: ”O Caminho para eliminar as causas do sofrimento”
Refere-se ao Nobre Óctuplo Caminho para a extinção do sofrimento. É uma jornada de oito passos que devemos fazer com nossa mente, corpo, fala e ações para superar o sofrimento.
As oito nobres atitudes ou passos corretos são:
1. Entendimento correto2. Intenção correta3. Fala correta4. Ação correta5. Modo de vida correto6. Esforço correto7. Concentração correta8. Meditação correta
Esses sábios ensinamentos não podem ser apenas entendidos intelectualmente, é preciso vivenciá-los. Senti-los como experiências pessoais.Não adianta apenas ler, assistir palestras ou ter uma compreensão intelectual sobre eles, pois pareceriam distantes e impossíveis de se realizar.
Desenvolver a aceitação dos acontecimentos é uma grande sabedoria. Aceitação não é resignação ou acomodação, mas um ponto de partida.
A consciência daquilo que é preciso aceitar como real e inevitável pode ocorrer em nossa mente de imediato, porém a aceitação emocional do mesmo fato pode demorar a acontecer. Intelectualmente aceitamos o sofrimento, mas emocionalmente ainda relutamos em aceitar.
Posso compartilhar minhas experiências, mas você precisa ter suas próprias experiências para alcançar os benefícios e frutos da caminhada espiritual.
Contemple sobre essas nobres verdades e comece a transformar-se. Tenha a resolução de dar os primeiros passos e siga adiante. Fique em paz! Namastê!
Emilce Shrividya Starlingé professora de Hatha Yoga
E, gosto muito da Psicologia do Budismo Tibetano. Assim, gostaria de contemplar um pouco sobre AS QUATRO NOBRES VERDADES do Budismo. São elas:
1. O sofrimento existe.2. O sofrimento tem suas causas.3. É possível eliminar essas causas.4. Existe um caminho para eliminá-las.
Essas verdades são semelhantes a uma receita médica: diagnóstico da doença, a causa desta doença, o remédio para curá-la e a receita de como tomá-lo.
É um médoto para crescermos espiritualmente que nos ajudará a superar nossas ideias limitadas sobre nós mesmos e a abrir nosso coração para sentir compaixão, bondade e ter uma melhor comunicação com o outro.
A PRIMEIRA NOBRE VERDADE: “O sofrimento existe”
Esse é um ponto inicial da lógica do Budismo: a constatação da existência do sofrimento e de que todos os seres estão sujeitos a ele.
Entenda que não é uma filosofia pessimista nem derrotista. Ela nos ensina que podemos despertar nossa sabedoria para não sofrer com o sofrimento.
É difícil lidar com o sofrimento das separações, do envelhecimento, das doenças, da morte. Sentimos como se não fosse justo ou correto sofrer esses processos.
No entanto, se não houvesse o sofrimento não seria preciso buscar a sabedoria e a coragem de superar a dor. É a consciência do sofrimento que gera a energia da sabedoria e não o sofrimento em si mesmo.
A dor em si não purifica nada. Sofrer sem sabedoria é acumular mais dor e confusão. Para nos libertarmos de um sofrimento, temos que nos desapegar dele. É importante transformá-lo em autoconhecimento, humildade, paciência.
Como disse Dalai Lama: “O sofrimento aumenta nossa força interior”.
A SEGUNDA NOBRE VERDADE: ‘O sofrimento tem suas causas”
Essa nobre verdade se refere à origem do sofrimento. A causa principal do sofrimento é ter uma visão incorreta da realidade: pensar que tudo pode durar para sempre. É não aceitar a impermanência da vida e das coisas.
Assim, surge o apego, a raiva e a ignorância, que são três venenos mentais.
Interpretamos a realidade como positiva ou negativa de acordo com nossas projeções mentais. O mecanismo da projeção interfere nas circunstâncias de nossa vida e no modo como vemos as situações e pessoas.
O sofrimento é causado pelo apego ao eu, pelo interesse do nosso ego voltado para si próprio. A nossa aversão ao sofrimento atrai negatividades e obstáculos, que trazem ansiedade nervosa, medos e expectativas para nossas vidas.
É importante purificar essa mente voltada somente para si mesma com todos seus apegos e desejos egoístas. É preciso procurar manter um estado de relaxamento, de aceitação e abertura diante de tudo e de todos.
TERCEIRA NOBRE VERDADE: “É possível eliminar as causas do sofrimento”
Essa nobre verdade se refere à cessação do sofrimento. Podemos nos libertar do sofrimento. Não temos que ficar sofrendo para sempre. Desse modo, aceitamos o sofrimento para transformá-lo, e não como uma punição ou uma cruz que temos que carregar.
Lama Michel Rinpoche disse “Sofrimento é ter apego à dor. Uma coisa é a gente ter dor e sofrer com isso, outra é dizer: ‘Está doendo, mas por que vou sofrer, passar mal? ‘ Dor e sofrimento são coisas diferentes. Uma coisa é a gente ter dor, e outra é ter sofrimento. Você pode ter a dor e não achar que ela é algo ruim, pode transformá-la”.
Podemos abandonar as emoções destrutivas e os venenos da mente. (Clique aqui e leia sobre os três venenos da mente).
QUARTA NOBRE VERDADE: ”O Caminho para eliminar as causas do sofrimento”
Refere-se ao Nobre Óctuplo Caminho para a extinção do sofrimento. É uma jornada de oito passos que devemos fazer com nossa mente, corpo, fala e ações para superar o sofrimento.
As oito nobres atitudes ou passos corretos são:
1. Entendimento correto2. Intenção correta3. Fala correta4. Ação correta5. Modo de vida correto6. Esforço correto7. Concentração correta8. Meditação correta
Esses sábios ensinamentos não podem ser apenas entendidos intelectualmente, é preciso vivenciá-los. Senti-los como experiências pessoais.Não adianta apenas ler, assistir palestras ou ter uma compreensão intelectual sobre eles, pois pareceriam distantes e impossíveis de se realizar.
Desenvolver a aceitação dos acontecimentos é uma grande sabedoria. Aceitação não é resignação ou acomodação, mas um ponto de partida.
A consciência daquilo que é preciso aceitar como real e inevitável pode ocorrer em nossa mente de imediato, porém a aceitação emocional do mesmo fato pode demorar a acontecer. Intelectualmente aceitamos o sofrimento, mas emocionalmente ainda relutamos em aceitar.
Posso compartilhar minhas experiências, mas você precisa ter suas próprias experiências para alcançar os benefícios e frutos da caminhada espiritual.
Contemple sobre essas nobres verdades e comece a transformar-se. Tenha a resolução de dar os primeiros passos e siga adiante. Fique em paz! Namastê!
Emilce Shrividya Starlingé professora de Hatha Yoga
Respeito pelo outro começa por si mesmo
"Todos sabemos que a falta de respeito com o outro, seja esse quem for, é apenas o reflexo da falta de respeito por si mesmo, e principalmente da falta de autoconhecimento"
dentro de nossa própria família e muitas vezes, dentro de nossa própria casa. Quantas pessoas são violentadas, agredidas, desrespeitadas, pelo marido, mãe, filho, tio, irmão, etc., e não conseguem forças nem para se defender?Até aonde vai o limite da tolerância e paciência diante desses fatos? Paciência... penso que esse é um dos nossos grandes aprendizados que todos temos que obter, mas como agir quando estamos sendo lesados, prejudicados, injustiçados, passados para trás? Como lidar com o sentimento de impotência frente às várias situações que nos são colocadas no dia-a-dia?Pessoas que são agressivas em seu modo de falar, agir, e assim, intimidam, humilham, envergonham, querem conseguir o quê? O respeito que eles mesmos não sentem por si próprios? Se impor perante o outro, apenas com o intuito de mostrar que quem manda é ele? Afinal, qual a vantagem que se obtém no desrespeito? Todos sabemos que a falta de respeito com o outro, seja esse quem for, é apenas o reflexo da falta de respeito por si mesmo, e principalmente da falta de autoconhecimento. Não pretendemos ser melhor que ninguém, mas não podemos negar que cada um age de acordo com seu nível de evolução, e quem sabe vendo por esse prisma, conseguimos compreender as limitações, para não dizer, maldade, do ser humano para com seu próximo. É lamentável que cada vez mais a falta de respeito, e em seu extremo e conseqüência, as atrocidades existam, e se fazem presente dentro de nossas casas, quando não literalmente, pela mídia; mas devemos, sim, aprender também a nos defender; de maneira honesta, responsável, ética, mas nos defender. Como? Começando por cada um fazendo uma análise de seus próprios comportamentos, observando-se como age com aqueles que ama, com amigos, conhecidos e principalmente, desconhecidos. Se após sua análise profunda e verdadeira, concluir que não há o que mudar em si mesmo, ou se você até tem o que mudar, mais respeito pelos outros e por si mesmo não lhe falta, continue assim! Afinal, não é porque algumas pessoas, ainda que seja maioria, não respeitam nada, nem ninguém, é que iremos mudar nosso próprio jeito de ser para nos tornar igual. Devemos sim, aprender com aqueles que exercitam acima de tudo a humildade e respeito, e ter paciência com aqueles que não sabem ou ainda, não aprenderam, que o respeito pelo outro começa com o devido respeito por si mesmo.
Rosemeire Zago é psicóloga clínica com abordagem junguiana>> Mais informações >>
Vya Estelar - Comportamento - Respeito pelo outro começa por si mesmo
dentro de nossa própria família e muitas vezes, dentro de nossa própria casa. Quantas pessoas são violentadas, agredidas, desrespeitadas, pelo marido, mãe, filho, tio, irmão, etc., e não conseguem forças nem para se defender?Até aonde vai o limite da tolerância e paciência diante desses fatos? Paciência... penso que esse é um dos nossos grandes aprendizados que todos temos que obter, mas como agir quando estamos sendo lesados, prejudicados, injustiçados, passados para trás? Como lidar com o sentimento de impotência frente às várias situações que nos são colocadas no dia-a-dia?Pessoas que são agressivas em seu modo de falar, agir, e assim, intimidam, humilham, envergonham, querem conseguir o quê? O respeito que eles mesmos não sentem por si próprios? Se impor perante o outro, apenas com o intuito de mostrar que quem manda é ele? Afinal, qual a vantagem que se obtém no desrespeito? Todos sabemos que a falta de respeito com o outro, seja esse quem for, é apenas o reflexo da falta de respeito por si mesmo, e principalmente da falta de autoconhecimento. Não pretendemos ser melhor que ninguém, mas não podemos negar que cada um age de acordo com seu nível de evolução, e quem sabe vendo por esse prisma, conseguimos compreender as limitações, para não dizer, maldade, do ser humano para com seu próximo. É lamentável que cada vez mais a falta de respeito, e em seu extremo e conseqüência, as atrocidades existam, e se fazem presente dentro de nossas casas, quando não literalmente, pela mídia; mas devemos, sim, aprender também a nos defender; de maneira honesta, responsável, ética, mas nos defender. Como? Começando por cada um fazendo uma análise de seus próprios comportamentos, observando-se como age com aqueles que ama, com amigos, conhecidos e principalmente, desconhecidos. Se após sua análise profunda e verdadeira, concluir que não há o que mudar em si mesmo, ou se você até tem o que mudar, mais respeito pelos outros e por si mesmo não lhe falta, continue assim! Afinal, não é porque algumas pessoas, ainda que seja maioria, não respeitam nada, nem ninguém, é que iremos mudar nosso próprio jeito de ser para nos tornar igual. Devemos sim, aprender com aqueles que exercitam acima de tudo a humildade e respeito, e ter paciência com aqueles que não sabem ou ainda, não aprenderam, que o respeito pelo outro começa com o devido respeito por si mesmo.
Rosemeire Zago é psicóloga clínica com abordagem junguiana>> Mais informações >>
Vya Estelar - Comportamento - Respeito pelo outro começa por si mesmo
Portal da Familia - Os 10 mandamentos do Casal
Portal da Familia - Os 10 mandamentos do Casal
Os 10 mandamentos do Casal
Prof. Felipe Aquino
Uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava em terapia conjugal, elaborou "Os Dez Mandamentos do Casal". Gostaria de analisá-los aqui, já que trazem muita sabedoria para a vida e felicidade dos casais. É mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os próprios.
1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo
A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso convencermo-nos de que na explosão nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas destroços, morte e tristeza. Portanto, jamais permitir que a explosão chegue a acontecer. D. Helder Câmara tem um belo pensamento que diz: "Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura...".
2. Nunca gritar um com o outro
A não ser que a casa esteja pegando fogo.Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. Alguém me disse certa vez que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria... Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.
3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro
Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e no diálogo não. Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro "vença", para que mais rapidamente ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de "guerra", de luta inglória. "A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral"; dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas; não podemos nos esquecer que basta uma pequena nuvem para esconder o sol. Às vezes uma pequena discussão esconde por muitos dias o sol da alegria no lar.
4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor
A outra parte tem que entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. E reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa dizer-lhe. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.
5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado
A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isto não ocorra nos momentos de discussão. Nestas horas o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta, e tudo de mau pode acontecer, em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas. Nos tempos horríveis da "guerra fria", quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou o mundo: "a paz impõe-se somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade". Ora, se isto é válido para o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo, "primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros". E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: "se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz". Portanto, para haver vida no casamento, é preciso haver a paz; e ela tem um preço: a nossa maturidade.
6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.
7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo
"Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento" (Ef 4,26b)Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema, sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a solução.
8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras. Especialmente para as mulheres, isto tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar. Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância. Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer: "eu te amo", "você é muito importante para mim", "sem você eu não teria conseguido vencer este problema", "a tua presença é importante para mim"; "tuas palavras me ajudam a viver"... Diga isto ao outro com sinceridade toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.
9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isto é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!
10. Quando um não quer, dois não brigam
É a sabedoria popular que ensina isto. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será "não pôr lenha na fogueira", isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso, ou por uma palavra amiga.
Fonte: Canção Nova/ Prof. Felipe Aquino Do livro "Namoro" - Site da Canção Nova (http://www.cancaonova.com/)
Retirado do Portal Salette - O Portal da Reconciliação
www.nsrasalette.org.br
Os 10 mandamentos do Casal
Prof. Felipe Aquino
Uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava em terapia conjugal, elaborou "Os Dez Mandamentos do Casal". Gostaria de analisá-los aqui, já que trazem muita sabedoria para a vida e felicidade dos casais. É mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os próprios.
1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo
A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso convencermo-nos de que na explosão nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas destroços, morte e tristeza. Portanto, jamais permitir que a explosão chegue a acontecer. D. Helder Câmara tem um belo pensamento que diz: "Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura...".
2. Nunca gritar um com o outro
A não ser que a casa esteja pegando fogo.Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. Alguém me disse certa vez que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria... Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.
3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro
Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e no diálogo não. Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro "vença", para que mais rapidamente ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de "guerra", de luta inglória. "A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral"; dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas; não podemos nos esquecer que basta uma pequena nuvem para esconder o sol. Às vezes uma pequena discussão esconde por muitos dias o sol da alegria no lar.
4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor
A outra parte tem que entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. E reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa dizer-lhe. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.
5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado
A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isto não ocorra nos momentos de discussão. Nestas horas o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta, e tudo de mau pode acontecer, em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas. Nos tempos horríveis da "guerra fria", quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou o mundo: "a paz impõe-se somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade". Ora, se isto é válido para o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo, "primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros". E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: "se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz". Portanto, para haver vida no casamento, é preciso haver a paz; e ela tem um preço: a nossa maturidade.
6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.
7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo
"Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento" (Ef 4,26b)Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema, sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a solução.
8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras. Especialmente para as mulheres, isto tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar. Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância. Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer: "eu te amo", "você é muito importante para mim", "sem você eu não teria conseguido vencer este problema", "a tua presença é importante para mim"; "tuas palavras me ajudam a viver"... Diga isto ao outro com sinceridade toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.
9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isto é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!
10. Quando um não quer, dois não brigam
É a sabedoria popular que ensina isto. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será "não pôr lenha na fogueira", isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso, ou por uma palavra amiga.
Fonte: Canção Nova/ Prof. Felipe Aquino Do livro "Namoro" - Site da Canção Nova (http://www.cancaonova.com/)
Retirado do Portal Salette - O Portal da Reconciliação
www.nsrasalette.org.br
Wessel revela os segredos do filé mignon - TV UOL
òtimo vídeo, ensinando cortar a carne e fazendo o Paillard, que foi p mim uma novidade.
Wessel revela os segredos do filé mignon - TV UOL
Wessel revela os segredos do filé mignon - TV UOL
"Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio"
Xenócrates
Pense em alguém poderoso. Essa pessoa briga e grita como uma galinha ou olha em calmo silêncio, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm uma aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.O erro não dito é um silencioso acerto.Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie.Vá em frente.Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade. Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.Você pode escolher o silêncio.Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenócrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: "me arrependo de coisas que disse, mas jamais de meu silêncio".Durante os próximos sete dias, responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não ter que responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.Aldo Novak
Pense em alguém poderoso. Essa pessoa briga e grita como uma galinha ou olha em calmo silêncio, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm uma aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.O erro não dito é um silencioso acerto.Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia e continua a trabalhar mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie.Vá em frente.Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade. Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.Você pode escolher o silêncio.Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenócrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: "me arrependo de coisas que disse, mas jamais de meu silêncio".Durante os próximos sete dias, responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não ter que responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.Aldo Novak
quarta-feira, 10 de março de 2010
Coração puro
"O que o teu coração sente, emite para o cérebro que o traduz em pensamentos para o bem ou para o mal.
E, por aquilo que pensas, direcionas o teu verbo ou tuas ações que traçarão seu destino de felicidade ou de dor.
Conserva, pois, pureza de coração, para que teus sentimentos, palavras e atos, direcionem teu viver numa rota segura em que o mal fique distante de ti."
Irmã Maria do Rosário - (mensagem recebida pela médium Lucia Cominatto) - Casa do Caminho
Rua Hamonia, 143 - Vila Madalena. São Paulo.SP
Palestras quartas feiras 15:15hs.
E, por aquilo que pensas, direcionas o teu verbo ou tuas ações que traçarão seu destino de felicidade ou de dor.
Conserva, pois, pureza de coração, para que teus sentimentos, palavras e atos, direcionem teu viver numa rota segura em que o mal fique distante de ti."
Irmã Maria do Rosário - (mensagem recebida pela médium Lucia Cominatto) - Casa do Caminho
Rua Hamonia, 143 - Vila Madalena. São Paulo.SP
Palestras quartas feiras 15:15hs.
Mau comportameto infantil | Supernanny.com.br - Dicas e Artigos sobre educação, comportamento e muito mais.
Você sabia que a IRRITAÇÃO e FRUSTRAÇÃO de um Adulto diante das ações de Crianças mau comportadas, alimentam esse Mau Comportamento criando assim um verdadeiro Círculo Vicioso que perpetua esse Mau comportamento?Vamos supor que uma Criança pratique uma Atitude comum de Mau Comportamento. Entra então em cena, o Adulto, mostrando toda sua Raiva, Indignação e Frustração diante daquele fato. E ele xinga, chama palavrões e outras coisas. Diante disso, a Criança se sente Superior a Ele, e então ela pensa:- A mais importante e poderosa pessoa na minha vida, é incapaz de me corrigir! Ou pensa..- A mais importante pessoa na minha vida, vai ter de suar muito para fazer eu me comportar direito!Ou pensa..- É muito divertido deixar os adultos loucos da vida!Isso gera um Conceito Negativo a respeito de si mesmo.E ela pensa:- Se é tão difícil para os adultos ajudarem na minha correção, devo ser mesmo um caso perdido!Os adultos devem quebrar este Círculo Vicioso substituindo a RAIVA pela Tristeza sincera ou Empatia.
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terça-feira, 9 de março de 2010
Dia das mulheres

Quando eu era pequena, acreditava no conceito de apenas
UMA melhor amiga para toda a vida.
Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra,
você encontrará o melhor em muitas amigas.
É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu homem. É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua mãe ou irmã.
Uma quando está se sentindo muito gorda, ou muito magra,
muito alta ou muito baixa...
Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, viajar, rir, ferir, chorar, meditar, brincar, ir ao cinema, ao teatro,
ir ao salão de beleza, se divertir na praia ou apenas ser você mesma.
Uma amiga dirá 'vamos rezar', uma outra 'vamos chorar',
outra 'vamos lutar', outra 'vamos fazer compras', outra 'vamos fugir',
outra 'vamos saltar de pára-quedas'...
Outra 'vamos numa vidente', ou 'vamos tomar um porre',
outra 'vamos paquerar', outra 'vamos para um SPA', ou...
'vamos abandonar tudo e dar a volta ao mundo numa grande aventura!!!'
Uma amiga entenderá às suas necessidades espirituais,
sempre saberá dar o melhor conselho e você sentirá
que é uma resposta divina...
Uma outra amiga entenderá a sua loucura por filmes, livros e DVD´s
uma outra a sua paixão por sapatos ou bolsas...
Uma outra por perfumes, jóias, velas ou incensos,
uma outra por cultura, aventuras e viagens...
Uma outra amiga entenderá seu desejo por chocolates,
outra por quadros, decoração, outra por música e dança...
Outra enviará uma resposta que você precisa por email,outra estará com você fisicamente em seus períodos confusos,
outra estará a milhares de KM,
mas dará um jeitinho de se fazer presente...
Outra será seu anjo protetor e uma outra será como uma mãe.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida,
quer você a veja pessoalmente ou não, independente da ocasião,
quer seja o seu casamento, ou apenas uma segunda-feira chuvosa,
todas são suas melhores amigas e estarão presentes como puderem.
Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias.... Uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade...
Umas da academia, outras do clube, outras daquela viagem...
Algumas de antigos empregos, algumas da igreja ou da Yoga...
Outras da internet, outras amigas de suas amigas,
ex cunhadas, ex rivais, ex chefes ou ex colegas...
Pode ser até mesmo aquela escritora famosa que te ajuda
através de um bom livro ou de um programa na TV...Em alguns dias uma "estranha" que acabou de conhecer
e em outros até mesmo sua filha ou neta.
Pode ser ainda sua irmã, cunhada, prima, tia, madrinha,
mãe, vó, bisa, vizinha...
Enfim, as possibilidades são infinitas!
Assim, podem ter sido 30 minutos ou 30 anos
o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em nossas vidas,
elas sempre deixam um pouquinho delas dentro da gente!
Muito obrigada por fazer parte do círculo de mulheres maravilhosas
que eu tenho o prazer de conviver e que fizeram
e ainda fazem a diferença em minha vida.
Adoro todas vocês, independente do nível de amizade
e com a intensidade que até mesmo a distância ou o tempo não diminuem!
E se precisar de mim,
saiba que estarei aqui,
a apenas um email de distância...
UMA melhor amiga para toda a vida.
Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra,
você encontrará o melhor em muitas amigas.
É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu homem. É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua mãe ou irmã.
Uma quando está se sentindo muito gorda, ou muito magra,
muito alta ou muito baixa...
Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, viajar, rir, ferir, chorar, meditar, brincar, ir ao cinema, ao teatro,
ir ao salão de beleza, se divertir na praia ou apenas ser você mesma.
Uma amiga dirá 'vamos rezar', uma outra 'vamos chorar',
outra 'vamos lutar', outra 'vamos fazer compras', outra 'vamos fugir',
outra 'vamos saltar de pára-quedas'...
Outra 'vamos numa vidente', ou 'vamos tomar um porre',
outra 'vamos paquerar', outra 'vamos para um SPA', ou...
'vamos abandonar tudo e dar a volta ao mundo numa grande aventura!!!'
Uma amiga entenderá às suas necessidades espirituais,
sempre saberá dar o melhor conselho e você sentirá
que é uma resposta divina...
Uma outra amiga entenderá a sua loucura por filmes, livros e DVD´s
uma outra a sua paixão por sapatos ou bolsas...
Uma outra por perfumes, jóias, velas ou incensos,
uma outra por cultura, aventuras e viagens...
Uma outra amiga entenderá seu desejo por chocolates,
outra por quadros, decoração, outra por música e dança...
Outra enviará uma resposta que você precisa por email,outra estará com você fisicamente em seus períodos confusos,
outra estará a milhares de KM,
mas dará um jeitinho de se fazer presente...
Outra será seu anjo protetor e uma outra será como uma mãe.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida,
quer você a veja pessoalmente ou não, independente da ocasião,
quer seja o seu casamento, ou apenas uma segunda-feira chuvosa,
todas são suas melhores amigas e estarão presentes como puderem.
Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias.... Uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade...
Umas da academia, outras do clube, outras daquela viagem...
Algumas de antigos empregos, algumas da igreja ou da Yoga...
Outras da internet, outras amigas de suas amigas,
ex cunhadas, ex rivais, ex chefes ou ex colegas...
Pode ser até mesmo aquela escritora famosa que te ajuda
através de um bom livro ou de um programa na TV...Em alguns dias uma "estranha" que acabou de conhecer
e em outros até mesmo sua filha ou neta.
Pode ser ainda sua irmã, cunhada, prima, tia, madrinha,
mãe, vó, bisa, vizinha...
Enfim, as possibilidades são infinitas!
Assim, podem ter sido 30 minutos ou 30 anos
o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em nossas vidas,
elas sempre deixam um pouquinho delas dentro da gente!
Muito obrigada por fazer parte do círculo de mulheres maravilhosas
que eu tenho o prazer de conviver e que fizeram
e ainda fazem a diferença em minha vida.
Adoro todas vocês, independente do nível de amizade
e com a intensidade que até mesmo a distância ou o tempo não diminuem!
E se precisar de mim,
saiba que estarei aqui,
a apenas um email de distância...
quinta-feira, 4 de março de 2010
Meu cantinho de trabalho
Isso é só um pedacinho da minha mesa de computador. Meu canto diário onde crio, registro e aprendo.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
SIMPLICIDADE - Luiz Fernando Verissimo
Cada semana, uma novidade. A última, foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça.Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere…
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.Prazer faz muito bem.Dormir me deixa 0 km.Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias!Brigar,me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez, me embrulha o estômago!Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro, me faz perder toda a fé no ser humano… E telejornais…
Os médicos deveriam proibir… como doem!Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas,pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna!
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo,não ter ninguém atrapalhando sua visão,nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.Conversa é melhor do que piada.Exercício é melhor do que cirurgia.Humor é melhor do que rancor.Amigos são melhores do que gente influente.Economia é melhor do que dívida.Pergunta é melhor do que dúvida.Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!
Luiz Fernando Verissimo
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.Prazer faz muito bem.Dormir me deixa 0 km.Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias!Brigar,me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez, me embrulha o estômago!Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro, me faz perder toda a fé no ser humano… E telejornais…
Os médicos deveriam proibir… como doem!Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas,pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna!
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo,não ter ninguém atrapalhando sua visão,nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.Conversa é melhor do que piada.Exercício é melhor do que cirurgia.Humor é melhor do que rancor.Amigos são melhores do que gente influente.Economia é melhor do que dívida.Pergunta é melhor do que dúvida.Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!
Luiz Fernando Verissimo
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Heranças de família
Blog da Rosely Sayão - UOL Blog
Recentemente, li um artigo sobre o caráter descartável de quase tudo na sociedade que enfatiza o consumo. Um trecho me chamou a atenção, porque o autor ressaltou uma perda significativa. Cada vez menos as pessoas deixam de herança aos filhos algum objeto de uso doméstico. Isso ocorre porque quase todos têm pouca durabilidade e também porque a moda é muito transitória.
Ele usou exemplos interessantes: até há pouco tempo, quase todas as famílias tinham algum móvel antigo que pertencera a algum antepassado -ou uma batedeira de bolo, uma máquina manual de moer carne etc. Lembrei-me de que tenho, em minha sala, um móvel antigo comprado por meu pai antes de eu nascer. Toda vez que passo por ele, lembro-me com carinho de meu pai, da minha infância e de seus ensinamentos. Sempre me emociono.
Mais do que decorar a casa, a função desses objetos é a de corporificar a história da família, lembrar às pessoas as suas origens. Pelo visto, as novas gerações não terão essa sorte.
Tal pensamento me fez associar a um outro: assim como os objetos de uso geral têm se tornado descartáveis, as tradições familiares têm se perdido. Corremos o risco de nos tornarmos uma geração de famílias anônimas: sem identidade própria, sem tradições nem costumes. Desse modo, tanto faz ter este ou aquele sobrenome.
Muitos pais têm desistido de transmitir aos filhos o que receberam de seus pais no convívio familiar: certos costumes de reuniões com parentes, de estilo de comemorar datas e presentear, de maneiras de encarar as dificuldades da vida e, principalmente, o valor de algumas atitudes. Tudo isso em nome da mudança dos tempos.
Um fato é verdadeiro: o mundo hoje é diferente do mundo em que esses pais foram criados, por isso parece que nada do que aprenderam com seus pais serve para a educação de seus filhos. Mas essa idéia tem um problema: o de que a história pode ser ignorada.
Isso significa, como um amigo gosta de dizer, que os pais precisam, a cada dia, na relação com os filhos, "inventar a roda, começar do zero". Isso torna tudo mais difícil, pois exige que os novos pais façam várias escolhas diariamente, e escolher é um processo complexo.
Recentemente, li um artigo sobre o caráter descartável de quase tudo na sociedade que enfatiza o consumo. Um trecho me chamou a atenção, porque o autor ressaltou uma perda significativa. Cada vez menos as pessoas deixam de herança aos filhos algum objeto de uso doméstico. Isso ocorre porque quase todos têm pouca durabilidade e também porque a moda é muito transitória.
Ele usou exemplos interessantes: até há pouco tempo, quase todas as famílias tinham algum móvel antigo que pertencera a algum antepassado -ou uma batedeira de bolo, uma máquina manual de moer carne etc. Lembrei-me de que tenho, em minha sala, um móvel antigo comprado por meu pai antes de eu nascer. Toda vez que passo por ele, lembro-me com carinho de meu pai, da minha infância e de seus ensinamentos. Sempre me emociono.
Mais do que decorar a casa, a função desses objetos é a de corporificar a história da família, lembrar às pessoas as suas origens. Pelo visto, as novas gerações não terão essa sorte.
Tal pensamento me fez associar a um outro: assim como os objetos de uso geral têm se tornado descartáveis, as tradições familiares têm se perdido. Corremos o risco de nos tornarmos uma geração de famílias anônimas: sem identidade própria, sem tradições nem costumes. Desse modo, tanto faz ter este ou aquele sobrenome.
Muitos pais têm desistido de transmitir aos filhos o que receberam de seus pais no convívio familiar: certos costumes de reuniões com parentes, de estilo de comemorar datas e presentear, de maneiras de encarar as dificuldades da vida e, principalmente, o valor de algumas atitudes. Tudo isso em nome da mudança dos tempos.
Um fato é verdadeiro: o mundo hoje é diferente do mundo em que esses pais foram criados, por isso parece que nada do que aprenderam com seus pais serve para a educação de seus filhos. Mas essa idéia tem um problema: o de que a história pode ser ignorada.
Isso significa, como um amigo gosta de dizer, que os pais precisam, a cada dia, na relação com os filhos, "inventar a roda, começar do zero". Isso torna tudo mais difícil, pois exige que os novos pais façam várias escolhas diariamente, e escolher é um processo complexo.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
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